quarta-feira, 14 de março de 2012

Sindsaúde/RN

POR QUE A DIREÇÃO ESTADUAL IGNORA A REGIONAL MOSSORÓ?

A maioria da direção estadual do Sindsaúde aplica a política de “aos seus tudo, aos outros nada”. É assim que tem se dado a relação com as Coordenações Regionais do nosso sindicato. Para as diretorias regionais eleitas com o apoio da direção estadual, como Caicó, Santa Cruz e Paus dos Ferros, há o reconhecimento. Já a Regional de Mossoró, eleita sem o apoio da direção estadual, tem sua existência ignorada. Daí a presença constante de diretores de Natal nos hospitais e municípios da regional, realizando ações sem a diretoria de Mossoró, como nas recentes visitas ao Larem e aos hospitais Rafael Fernandes e Tarcísio Maia.

A maioria de direção do Sindsaúde só reconhece seus aliados. Ao invés de apoiar as coordenações regionais, independente da sua direção política, a diretoria estadual tenta substituir a Regional de Mossoró e espalhar mentiras, culpando nossa direção pela falta de unidade. Por isso, é tão necessário construir outra direção estadual para nosso sindicato.

segunda-feira, 12 de março de 2012

Servidores Estaduais da Saúde

VAI COMEÇAR A CAMPANHA SALARIAL 2012: VAMOS À LUTA

Médicos e cirurgiões dentistas bucomaxilofacial tiveram uma importante vitória, em 2010, com o reajuste de 100% da Gratificação por Desempenho de Atividade de Alta Complexidade e sua incorporação ao salário-base em 2011, garantido em lei o pagamento de toda a remuneração na aposentadoria. É justo, pois os trabalhadores da saúde precisam ser bem remunerados.

O salário-base do nível superior representa 25% do salário-base dos médicos com 40 horas e 50% dos médicos com 20 horas. Dentre os trabalhadores do SUS, os salários dos servidores estaduais são os menores em relação aos de Natal e aos servidores dos hospitais universitários. Um técnico de enfermagem de hospital universitário, por exemplo, inicia sua carreira com R$ 1.821,00, o que correspondente a um servidor de nível superior com 24 anos de serviço no Estado.

Na campanha salarial de 2011, a diretoria estadual do Sindsaúde aprovou em assembleia a proposta de 7% de reajuste no salário-base, ou seja, apenas a inflação de 2010. Também propôs reajustar a jornada especial e a GAE. Estas propostas passaram longe de corrigir a desproporção salarial entre os servidores e de garantir em lei que a jornada especial e a GAE fossem pagas na aposentadoria. Os aposentados que hoje recebem estas gratificações podem ser surpreendidos com a suspensão por não ter amparo legal. Chegamos ao final de 2011 sem nem mesmo ganhar os 7%.

Além dos baixos salários, também amargamos a crise nas condições de trabalho nos hospitais, onde servidores tem de improvisar para atender aos pacientes, do álcool ao papel higiênico. Mesmo assim, não vemos a direção estadual se manifestar, continua omissa diante desta realidade.

Por isso, a Regional de Mossoró e a Oposição CSP-Conlutas defendem reajuste salarial, incorporação das gratificações ao salário base, isonomia entre os servidores e uma campanha contra as péssimas condições de trabalho já!

Finalmente...

ESTADO ASSINA TAC E TERCEIRIZADOS DA JMT VÃO RECEBER 13º SALÁRIO

Os terceirizados da empresa JMT Service, que presta serviço de locação de mão de obra ao governo do Estado do RN, finalmente vão receber o 13º salário de 2011. No dia 28 de fevereiro, o Sindsaúde de Mossoró, junto com uma caravana de terceirizados do Hospital Tarcísio Maia e do Hospital Hélio Moraes Marinho, de Apodi, foi a Natal para uma audiência na Procuradoria Regional do Trabalho. O objetivo da reunião entre representantes da JMT, da Secretaria Planejamento e do sindicato era discutir o atraso no pagamento do 13º salário dos terceirizados saúde.

A empresa JMT alegou não ter recursos suficientes para quitar o débito, já que o Estado não tem feito os repasses regularmente e acumula uma dívida de R$ 2,5 milhões. O Secretário Adjunto de Planejamento, José Lacerda Alves, afirmou que o governo teria como repassar os valores para a empresa no dia 30 de março. O Procurador do Trabalho, José Diniz de Moraes, propôs, então, a assinatura de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), garantindo que o Estado pagaria o débito na data fixada e a empresa JMT se encarregaria de depositar para os trabalhadores o 13º salário até o dia 2 de abril.

Em Caraúbas...
No Hospital Aguinaldo Pereira, os terceirizados da JMT também enfrentam outros problemas. O fardamento e as botas estão deteriorados, não há luvas e é comum a falta de material de limpeza, como sabão e detergente. Para completar, o exaustor da sala de raios-x é voltado para dentro do hospital, podendo contaminar funcionários e pacientes.

Seja com o atual governo ou empresas, a saúde sempre é atacada.

quarta-feira, 7 de março de 2012

Dia Internacional da Mulher

8 DE MARÇO É DIA DE LUTAR PELOS DIREITOS DA MULHER

Chega o 8 de março e as lojas se pintam de lilás, oferecem flores, fazem promoção de eletrodomésticos, sorteiam sessões no cabeleireiro e a data parece nem se referir a um dia de luta das mulheres. A verdade é que esse dia nada tem a ver com comércio e presentes, e só existe porque foi uma conquista das mulheres lutando ao lado dos trabalhadores para modificar esse sistema.

Nesse processo, elas tiveram muitos avanços, como o direito ao divórcio, ao voto, ao casamento civil, entre outros. Mas ainda há muito que se conquistar. Os dados brasileiros chocam. Apesar de elas estarem cada vez mais no mercado de trabalho, ainda recebem 30% a menos do que um homem para fazer os mesmos serviços, e são as que tem menos direitos sociais e os menores salários. A cada dia, 12 mulheres morrem vítimas do machismo, de um sistema de saúde que não lhes garante o direito ao aborto, e sofrem com a falta de creche e a falta de moradia.

Não basta ser mulher
Essas dificuldades continuaram no país, mesmo com a eleição da primeira mulher à presidência. Isso porque mudou a figura do governante, mas não a forma de governo, que continua privilegiando os ricos e explorando os trabalhadores. Uma mulher no poder, para defender uma trabalhadora, precisa romper as alianças com a burguesia, não retirar dinheiro de áreas sociais, não privatizar os serviços públicos, aumentar os salários, investir em saúde, construir creches e ter um governo para os que mais necessitam.

Hoje, Dilma faz exatamente o contrário e com isso não defende as trabalhadoras, porque não governa para todas as mulheres, mas para atender os interesses da burguesia e dos setores conservadores. Assim, apesar de ser mulher, não defende as trabalhadoras. Os problemas por elas enfrentados denunciam isso.

A mortalidade materna é uma das principais causas de morte de mulheres no país e vitima principalmente as mais jovens. Um dos graves problemas é o aborto clandestino, que mata ou deixa com seqüelas cerca de 200 mil por ano.

Alegando encontrar uma medida para resolver o problema, a presidente Dilma Roussef apresentou a Medida Provisória 557 como um incentivo ao pré-natal e um controle das grávidas. Essa medida prevê uma ajuda de custo para o deslocamento durante o pré-natal e R$50,00 para o deslocamento no dia do parto. Não é uma medida nova, programas como esse já foram implantados pelo PSDB em São Paulo, “Mãe Paulistana” e em Curitiba, “Mãe Curitibana”. Em contrapartida, todas as mulheres que chegarem à unidade de saúde com suspeita de gravidez serão incluídas em um cadastro.

Essa MP é uma porta de entrada para criminalizar as mulheres e, ao contrário do que diz, não resolve o problema da falta de amparo à maternidade, porque não prevê investimento para construção de hospitais ou melhoria de atendimento à população para garantir a maternidade. Além disso, está contra todos os avanços do SUS no atendimento integral às mulheres, uma conquista da década de 1980.

O problema da mortalidade materna só pode ser resolvido com a construção de hospitais nas periferias, para que as mães não precisem de transporte para o dia do parto, com mais investimentos na saúde. E também com educação sexual e anticoncepcionais gratuitos e sem burocracia nos postos de saúde e a legalização do aborto, porque muitas mortes poderiam ser evitadas caso a interrupção da gravidez fosse feita em hospitais públicos, com segurança.

Pelo direito ao trabalho e à educação dos filhos
O Anuário de mulheres do DIEESE, publicado em 2011, mostrou que a falta de creches é o principal problema para as mulheres conseguirem um emprego ou permanecerem empregadas. E também um grave problema de exclusão das crianças do sistema educacional, pois menos de 20% das crianças de 0 a 3 anos estão matriculadas em creches em nosso país. Somente as crianças cujos pais podem pagar uma creche é que tem o direito assistido, já que o Estado não prevê garantias para elas. Hoje, há mais de 70 mil crianças sem poder freqüentar uma creche por falta de políticas e investimento em educação.

O Fim da Violência
A violência contra a mulher é muito grave em nosso país. A cada dia mais, assistimos cenas bárbaras de estupros nos meios de transporte, mortes por ciúmes, por não querer se relacionar. A cada 2 horas, uma mulher é morta. A Lei Maria da Penha não tem sido suficiente para resolver esse problema. Apesar de ser um passo diferente do Código Penal para abordar o problema, não saiu do papel até hoje porque não se investiu na aplicação da Lei. Isso porque a Lei não prevê a obrigatoriedade de investimentos para construção de casas-abrigo, delegacias, centros de referência, entre outros.

O Supremo Tribunal Federal ampliou recentemente o poder da lei, permitindo que todos possam denunciar um caso de violência contra a mulher. O problema é que sem investimento acabará em letra morta e as mulheres continuarão morrendo. Mas mesmo que a Lei Maria da Penha fosse aplicada não acabaria com todos os problemas, porque parte do combate à violência depende de investimentos em áreas essenciais, como moradia, saúde e educação.

Para acabar com o machismo e a exploração, o socialismo é o caminho!
O capitalismo tenta demonstrar que as mulheres conquistaram seu espaço e que o machismo não existe mais. Isso é uma grande mentira. As mulheres continuam sofrendo a cada dia com a exploração e com a opressão que sustentam esse sistema. A crise internacional e os seus efeitos contra os trabalhadores e trabalhadoras vem demonstrando cada vez mais isso. Para mudar a situação, é necessário construir uma sociedade sem que ninguém necessite explorar ou oprimir ninguém, uma sociedade socialista. Somente nela, as mulheres poderão ter seus direitos assegurados e se libertar da opressão!

Neste 8 de março, vamos sair às ruas para denunciar e exigir do governo Dilma Roussef:

- Imediata desapropriação do Pinheirinho e a devolução das terras aos moradores.
- Punição severa a todos os envolvidos nos casos de estupro do Pinheirinho!
- Pela revogação da MP 557!
- Anticoncepcionais para não abortar. Aborto legal, seguro e gratuito para não morrer!
- Investimento de pelo menos 6% do PIB na saúde.
- Licença-maternidade de 6 meses, sem isenção fiscal, rumo a um ano.
- Construção imediata de 70 mil creches públicas, gratuitas e de qualidade!
- Investimento de 10% do PIB para educação.
- Investimentos para coibir a violência contra a mulher. Aplicação e ampliação da Lei Maria da Penha!
- Salário Igual para Trabalho Igual!

segunda-feira, 5 de março de 2012

SUS deve ser 100% Estatal!

Sindsaúde de Mossoró terá audiência com MP para discutir terceirização ilegal do Hospital da Mulher

O Sindsaúde de Mossoró recebeu nesta segunda-feira, dia 5, uma convocação do Ministério Público do Rio Grande do Norte para uma audiência pública com o objetivo de discutir a terceirização ilegal do Hospital da Mulher de Mossoró. O encontro será nesta quarta-feira, dia 7, às 14 horas, na Faculdade de Enfermagem (Facene), e pretende esclarecer e verificar a legalidade do processo de terceirização da unidade de saúde. Há algumas semanas, o governo do Estado anunciou que todo o quadro de funcionários seria terceirizado e o hospital passaria a ser gerido por uma organização privada. Desde o anúncio, o Sindsaúde de Mossoró vem mobilizando os aprovados nos dois últimos concursos da saúde para garantir que eles sejam convocados pelo governo.

sábado, 3 de março de 2012

Deu na Imprensa

Concursados protestam contra terceirização

Ato público dos profissionais da saúde aconteceu ontem pela manhã, na Praça Rodolfo Fernandes

Vestidos de preto, concursados do Estado dos anos de 2008 e 2010 foram à praça pública protestar pela contratação de uma empresa terceirizada para fazer a seleção dos profissionais da Saúde que vão atuar no Hospital Materno-Infantil. O ato público aconteceu ontem pela manhã, na Praça Rodolfo Fernandes.

O diretor regional do Sindicato dos Servidores da Saúde do Estado (SINDSAÚDE), João Morais, disse que o Governo está dando um golpe nos concursados. "Para eles foram anos de estudos e investimentos para passar em concurso público, que todos sabem que não é fácil, para de uma hora para outra o Governo abrir um hospital e contratar terceirizados", reclamou.

João Morais mostrou ainda que, de acordo com dados do próprio Governo, só no primeiro semestre desse ano serão gastos R$ 2 milhões no Hospital, além do aluguel que custa mensalmente R$ 45 mil. "Tudo isso é dinheiro público para ser entregue a terceirizados. A governadora está ferindo o artigo 37 da Constituição, que diz que servidor para trabalhar em cargo público deve ser concursado. Além disso, a Lei 8080, do Sistema Único de Saúde (SUS), no capítulo II, artigo 24, diz que quando se refere à privatização, tem que ser parcial, e não total. Mas esse Governo já gosta da privatização, pois foi o que fez também com o setor de higienização do Tarcísio Maia", continuou.

Desde a segunda-feira passada que a empresa Marca, contratada pelo Governo, já seleciona pessoas na área da Saúde para ocupar os mais diversos cargos, sem a necessidade do concurso público. "Nós já acionamos o Ministério Público, através da Promotoria da Saúde, que nos orientou também a procurar a Promotoria do Patrimônio Público", disse João Morais.

Segundo informações dos próprios concursados que estavam na praça, só para região Oeste são 140 técnicos de enfermagem e 15 enfermeiros esperando a convocação do Governo, além de profissionais de outras especialidades, como é o caso da assistente social Zenóbia Barra, que passou no concurso em 2008, com prorrogação até dezembro deste ano. "Fui ao Thermas saber como estava sendo a seleção para a contratação, mas não quiseram me dar informações concretas. O que a gente percebe é que não houve divulgação antecipada sobre a contratação e que aquelas pessoas que foram lá já foram para ocupar seus cargos", disse.

O farmacêutico Max Filgueira veio de Natal para participar do protesto. "Passei no concurso em 2010 e ainda não fui convocado. Fiquei sabendo pelas redes sociais que o Governo está contratando terceirizados e não concursados para esse hospital. Aqui para a região Oeste são cinco vagas para farmacêutico e ainda ninguém foi chamado", destacou.


Fonte: Gazeta do Oeste - 03/03/2012

sexta-feira, 2 de março de 2012

SUS deve ser 100% Estatal!

ATO PÚBLICO CONTRA A PRIVATIZAÇÃO DO HOSPITAL MATERNO-INFANTIL DE MOSSORÓ REÚNE APROVADOS EM CONCURSO

O Sindicato dos Trabalhadores da Saúde Pública do RN (Regional de Mossoró) realizou, na manhã desta sexta-feira (02), na Praça do Pax, um ato público contra a privatização do Hospital Materno-Infantil de Mossoró. O protesto reuniu cerca de 50 profissionais de saúde, como enfermeiros, técnicos de enfermagem e farmacêuticos, aprovados nos concursos de 2008 e 2010, e que ainda aguardam convocação do governo do Estado. Entretanto, se depender das intenções da governadora Rosalba Ciarlini (DEM), estes trabalhadores não preencherão suas vagas, já que o objetivo do governo é terceirizar o quadro de funcionários, entregando a administração e o gerenciamento dos recursos da unidade a uma organização privada, a Associação Marca. A manifestação desta sexta-feira foi apenas a primeira demonstração da força do sindicato e dos profissionais concursados para defender o serviço público.

Para o diretor do Sindsaúde de Mossoró, João Morais, a decisão do governo do Estado de terceirizar todo o quadro de funcionários do hospital é um desrespeito à Constituição e aos trabalhadores. “O governo Rosalba está rasgando a Constituição ao não chamar os aprovados no concurso. É um golpe nos trabalhadores. A Constituição é clara. Entrada no serviço público só através de concurso público. Essa privatização do hospital é uma afronta ao SUS. Só vai servir para explorar mais os trabalhadores e transferir dinheiro público para o setor privado.”, disse ele durante o protesto.

Revoltados com a não convocação, os aprovados no concurso compareceram ao ato público vestidos de preto, em sinal de luto. Na Praça do Pax, faixas exibiam frases contra a privatização do hospital e reforçavam o protesto. “Governadora, que papelão! Privatizar não é a solução!”, era a palavra de ordem cantada pelos manifestantes. A enfermeira Anne Itamara, uma das profissionais concursadas que aguardam a convocação, chamou de desrespeito a medida do governo. “Acho essa terceirização uma tristeza. Existem os profissionais concursados e o governo vira as costas. É um desrespeito. Estamos tendo que brigar por um direito nosso.”, desabafou.

A direção do Sindsaúde de Mossoró vai continuar mobilizando os trabalhadores para garantir que a justiça seja feita e o que governo convoque os concursados, interrompendo a privatização da saúde pública. “Para nós, o SUS deve ser público, gratuito, de qualidade e 100% estatal.”, defendeu João Morais.

Abaixo, veja fotos da manifestação.


Aprovados em concurso protestam contra terceirização

João Morais: "Rosalba está rasgando a Constituição."

Diretora do Sindsaúde Mossoró, a agente de endemias Ana Melo discursou em apoio aos concursados

Faixas contra a privatização na Praça do Pax

Wilson Farias, diretor do Sindsaúde Estadual, prestou solidariedade aos concursados

Profissionais compareceram ao protesto vestindo preto, em sinal de luto



quinta-feira, 1 de março de 2012

Deu na Imprensa

Sindsaúde promove ato público amanhã em protesto contra terceirizações em novo hospital

O Sindicato dos Trabalhadores da Saúde do Rio Grande do Norte (Sindsaúde) realizará ato público em favor da convocação de concursados para trabalhar no Hospital Materno -Infantil de Mossoró, amanhã, às 9h, na praça Rodolfo Fernandes (Pax). O hospital está previsto para ser inaugurado pelo Governo do Estado dia 9 deste mês.

O coordenador da Regional de Mossoró do Sindsaúde, João Morais, revela o receio de que os trabalhadores do hospital sejam terceirizados, já que a unidade será viabilizada por Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (Oscip), conforme confirmou o secretário estadual de Saúde, Domício Arruda, ao O Mossoroense, em janeiro deste ano.

O sindicalista diz que extraoficialmente o hospital absorverá cerca de 100 profissionais, daí a importância da convocação dos concursados. "A convocação também atenderia à necessidade dos outros hospitais de Mossoró, que têm carência de profissionais", observa João Morais, acrescentando que a convocação é questão de justiça aos aprovados.

Segundo ele, o Hospital Materno-Infantil será instalado com recursos públicos e nada mais justo que os cargos de técnico-administrativos, técnicos de enfermagem, enfermeiros, entre outros, sejam ocupados por aprovados nos dois últimos concursos da Secretaria de Estado da Saúde Pública.

O Sindicato também pretende audiência de comissão com o Ministério Público para cobrar posição, já que em Natal a Promotoria recomendou convocação de concursados.


Fonte: O Mossoroense - 01/03/2012

Deu na Imprensa

Sindsaúde convoca aprovados em concurso para mobilização

O Sindicato dos Trabalhadores da Saúde Pública do RN (SINDSAÚDE), através da Coordenadoria Regional de Mossoró está convocando os aprovados nos concursos públicos para a saúde de 2008 e 2010 para participarem amanhã de um ato público contra a possível privatização do Hospital Materno-Infantil que está sendo implantado na cidade.

Segundo João Morais, coordenador regional do Sindsaúde, mais de 100 pessoas devem participar na sexta-feira da mobilização em frente à Praça Rodolfo Fernandes, conhecida popularmente como Praça do Pax. A concentração vai acontecer das 9h às 11h, faixas e cartazes serão exibidos para mostrar à opinião contrária à privatização do hospital.

"Todo mundo está combinando de ir para a praça de preto. Não é justo com os aprovados terem gastado tempo e dinheiro para passar no concurso e não serem convocados. O hospital está sendo construído com o dinheiro público e ele não pode ser privatizado", destaca João Morais.

Ele revela que o governo do Estado já anunciou que irá entregar a administração da unidade e o gerenciamento dos recursos a uma organização privada. Todo o quadro de funcionários será terceirizado e os aprovados nos últimos concursos não serão convocados.

Para ele, a privatização que o Governo quer fazer é um golpe contra os aprovados nos concursos públicos de 2008 e 2010 que ainda não foram chamados. Ele conta que na saúde não pode haver a privatização parcial, só a privatização complementar, como aquela do Hospital Regional Tarcísio Maia (HRTM). "Esse hospital deve ser 100% estatal."

"Se o hospital for realmente privatizado, os aprovados no concurso não serão contratados. Eles até poderão ser, mas se forem por indicação. Serão trabalhadores terceirizados e não concursados. Essa é a nossa primeira manifestação pública, mas se for preciso faremos mais", complementa João Morais.

Fonte: Gazeta do Oeste - 01/03/2012

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Nacional

Privatização da Previdência dos servidores públicos é aprovada na Câmara dos Deputados

O PT e o PSDB se uniram para aprovar no Plenário da Câmara dos Deputados, na noite da noite da terça-feira (28), o PL 1992/07 de Fundo de Previdência dos Servidores Públicos (Funpresp). O PL foi aprovado com 318 votos a favor, 134 contrários e 2 abstenções, totalizando 454 parlamentares.

O projeto permite a criação de três fundações de previdência complementar do servidor público federal para executar os planos de benefícios: uma para o Legislativo e o Tribunal de Contas da União (TCU), uma para o Executivo e outra para o Judiciário. O texto cria a possibilidade das contribuições dos servidores serem aplicadas no mercado financeiro.

“Em síntese é um projeto que privatiza a previdência dos servidores públicos federais. Criado apenas para fazer investimento do mercado financeiro e acabar com a aposentadoria integral do funcionário publico, nenhum servidor vai poder ganhar acima do teto”, ressaltou o membro da CSP-Conlutas Paulo Barela, acrescentando que o governo continua com a política privatista do governo Fernando Henrique Cardoso.

De acordo com o projeto aprovado, os servidores que ingressarem no serviço público a partir de agora terão garantida a aposentadoria integral até o limite do teto do INSS, hoje em cerca de R$ 3.600. Para ter uma aposentadoria acima deste valor, os servidores terão de contribuir ao fundo de previdência complementar.

Esse fundo vai funcionar no sistema de CD (Contribuição Definida) no qual o servidor sabe o quanto vai pagar ao longo do tempo, mas não tem garantia de quanto vai receber na aposentadoria e por quanto tempo.

Votação
Algumas dezenas de servidores protestaram até o final da votação, vaiando deputados governistas em diversos momentos. Muitos foram impedidos de entrar no local.

A proposta, que prevê um custo inicial de R$ 100 milhões, foi aprovada mesmo sem previsão orçamentária – o que fere o regimento da Câmara e a Lei de Responsabilidade Fiscal. O fato foi denunciado em diversos pronunciamentos de deputados que discordavam da proposta. No ano passado, a falta de previsão no Orçamento foi usada como argumento por deputados da base do governo para não aprovar os projetos, que diziam apoiar, que revisam os planos de cargos dos servidores do Judiciário Federal e do Ministério Público da União.

Maluf afaga Dilma
Até o deputado federal Paulo Maluf (PP-SP) – que dispensa comentários – parabenizou a presidenta Dilma e o ministro da Previdência, Garibaldi Alves, que “tiveram a coragem de enviar essa proposta para Câmara [por] justiça social”. O que comprova a politica de ataque aos servidores para favorecer banqueiros, empresários e a especulação imobiliária.

A votação foi articulada pelo governo com base em um acordo com a chamada minoria, composta pelo PSDB, DEM e PPS, que aceitaram não obstruir a sessão e votar o mérito da proposta. O acordo entre estes partidos, que encaminharam de modo diferente a votação, prevê que três destaques, a serem escolhidos pela oposição, serão votados nominalmente na quarta-feira (29). O PSDB se declarou a favor do projeto, o DEM indicou o voto contra e o PPS liberou a bancada.

O caráter privado do fundo que está sendo criado foi um dos aspectos mais criticados da proposta por parlamentares de diversos partidos. "Isso chama-se privatização da Previdência pública, vergonhosa! Privatização assumida pelo Partido dos Trabalhadores", discursou o deputado Ivan Valente (PSOL-SP). As administrações do PT caminham para privatização de tudo, inclusive da educação, disse o deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ).

Pouco depois, o deputado Chico Alencar (PSOL-RJ) declarou que houve um encontro de interesses que uniu o PT, o PSDB e o PP, representado pelo Maluf, ao criticar a aprovação do projeto em entrevista à TV Câmara. Essa privatização é falaciosa, é jogar para banca internacional os recursos públicos.

Fonte: CSP-Conlutas

sábado, 25 de fevereiro de 2012

O SUS deve ser 100% Estatal!

TRABALHADORES FARÃO PROTESTO CONTRA PRIVATIZAÇÃO DO HOSPITAL MATERNO-INFANTIL DE MOSSORÓ

O Sindicato dos Trabalhadores da Saúde Pública do RN (Sindsaúde) - Regional de Mossoró está convocando um ato público contra a privatização do futuro Hospital Materno-Infantil da cidade. O governo do estado já anunciou que irá entregar a administração da unidade e o gerenciamento dos recursos a uma organização privada. Todo o quadro de funcionários será terceirizado e os aprovados nos últimos concursos não serão convocados.

Com o apoio de servidores estaduais e concursados, o Sindsaúde de Mossoró vai lutar para impedir mais esse ataque da governadora Rosalba Ciarl
ini (DEM) contra a saúde pública. O protesto está marcado para o dia 2 de março, sexta-feira, às 8 horas, na Praça do Pax.

Não pode parar!

SINDSAÚDE DE MOSSORÓ MOBILIZA SERVIDORES E COBRA RETORNO DAS OBRAS NO HOSPITAL RAFAEL FERNANDES

Servidores do Hospital Rafael Fernandes, em Mossoró, realizaram nesta sexta-feira, dia 24, uma manifestação pública contra a paralisação nas obras de reforma e ampliação da unidade de saúde. Convocado pelo Sindicato dos Trabalhadores da Saúde Pública do RN (Sindsaúde) - Regional de Mossoró, o protesto reuniu cerca de 30 profissionais da saúde e diretores do sindicato em frente ao hospital que é referência em tratamento de doenças infectocontagiosas em toda a região oeste do estado.

De acordo com João Morais, diretor do Sindsaúde Mossoró, a obra foi iniciada em maio de 2011, mas desde novembro do ano passado está parada. "O atendimento no hospital e seus pacientes estão sendo prejudicados com a paralisação dessa reforma. Os servidores fazem sua parte, mas as condições de trabalho não são boas por conta do descaso do governo do estado. Para se ter uma ideia, há pacientes com doenças diferentes misturados.", declarou João Morais.


O objetivo do ato público foi chamar a atenção da população e mobilizar os servidores para defender o hospital Rafael Fernandes, que tem sido negligenciado pela governadora Rosalba Ciarlini (DEM), assim como toda a saúde pública. Durante o protesto, os manifestantes e o sindicato cobraram explicações do governo sobre a paralisação das obras. Em resposta, a diretora do hospital informou que os trabalhos de reforma e ampliação serão retomados na semana que vem.

O Sindsaúde de Mossoró e os servidores estaduais estão de olho e já enviaram um novo recado. Caso não recomecem as obras, haverá novas manifestações. Abaixo, veja imagens do ato público e das condições do hospital.