sábado, 5 de novembro de 2016

Apodi: Robinson ameaça fechar hospital regional, população toma as ruas

Grande passeata em defesa do Hospital Regional de Apodi

Na manhã desta sexta-feira 04/11 o povo de Apodi ganhou as ruas em defesa do Hospital Hélio Morais Marinho, contra o projeto do governo Robinson de fechar o terceiro hospital regional no interior do Rio Grande do Norte. Após o encerramento das atividades do Hospital da Polícia e do recente fechamento do Hospital da Mulher, Robinson Faria e o secretário de saúde George Antunes miram o Hospital Regional de Apodi, ameaçando o fechamento da unidade em  até 30 (trinta) dias.

As trabalhadoras e trabalhadores da unidade convocaram a população às ruas, que atendeu ao chamado. A passeata saiu pelas principais ruas de Apodi e contou com adesão de usuários do SUS e estudantes de várias escolas da cidade.  O protesto terminou na praça da prefeitura, e contou com a participação de representantes dos lojistas, da igreja católica, além da direção do hospital e do atual vice-prefeito da cidade Zé Maria. 

O fechamento de hospitais públicos, o corte de verbas da saúde pública, o favorecimento de planos de saúde e clínicas privadas de saúde é uma política oficial do governo Robinson. O atual secretário de Saude George Antunes assumiu em entrevista o desejo de fechar quinze hospitais regionais (dos 23 hospitais públicos do Estado, o governo só teria intenção de manter oito).  Esta política neoliberal é parte da cartilha de ajuste fiscal e de corte de gastos promovida pelo governo Temer e pelo Congresso Nacional. Ambos querem fazer a classe trabalhadora e os pobres pagarem pela crise, cortando do escasso orçamento de saúde e educação, atacando os poucos direitos sociais e trabalhistas que restam.

O governo Robinson Faria já está marcado pela história como o governo que mais fechou hospitais e como inimigo da classe trabalhadora e do povo pobre. É necessário unificar as lutas e construir a greve geral para botar pra Fora Temer, Robinson e todos aqueles que atacam a saúde pública e os nossos direitos.


terça-feira, 25 de outubro de 2016

Carta aberta à população do Rio Grande do Norte



Não é nenhuma novidade que desde o ano próximo passado o Estado do Rio Grande do Norte, por meio da SESAP (Secretaria do Estado da Saúde Pública), vem procurando, a qualquer custo, cerrar as portas do Hospital da Mulher Parteira Maria Correa. Os constantes desabastecimentos e atrasos de pagamentos (fornecedores, prestadores de serviço e aluguel), aliados a completa falta de diálogo com o corpo funcional, tornou-se rotina e a forma barata de matar por ‘inanição’ àquela unidade hospitalar.
Salta aos olhos a indiferença e descaso com que o Governo do Sr. Robinson Faria trata a saúde dos oestanos. Eleger a saúde como a vilã da crise pelo qual atravessa o estado é fugir com a responsabilidade que o cargo impõe, é atestar a incompetência de mau gestor.
O fechamento do Hospital da Mulher é mais um duro golpe na já, tão combalida saúde do RN – se já estava na UTI, agonizando, eis a pá de cal que faltava!
O argumento de que se trata de ‘cumprimento de ordem judicial’ não convence. É o mote de um enredo funesto e sórdido, é a desculpa esfarrapada de quem se esconde diante da incompetência e da má gestão. Vejamos:
Nesta terça-feira, dia 18, o governo solicitou mais sessenta dias para cumprir a Recomendação do Ministério Público Estadual para que o Governo do Estado promova adequação das despesas aos limites estabelecidos pela Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) para gastos com pessoal. Por essa recomendação o governo teria que reduzir em 20% (vinte por cento) dos cargos em comissão, contratos temporários e funções de confiança, dentre outras medidas. Por que não cortar onde se tem que cortar?! Por que a manutenção de cargos comissionados é mais importante que a saúde?!
Relatório da CGU (Controladoria Geral da União) aponta que o RN só utilizou 30% (trinta por cento) dos recursos destinados ao combate à dengue. Diante da grave epidemia que se abateu sobre o estado, cerca de um milhão e novecentos mil reais ficaram adormecidos na conta do estado.
O Ministério Público, Poder Judiciário, juntamente com a Comissão da Saúde da Assembleia Legislativa, em reunião no dia 19/10 manifestaram preocupação para a redução dos investimentos em saúde pelo governo do estado. A previsão constitucional de 12% (doze por cento) não será atingida este ano, ou seja, o governo gastou e gastará menos do que o mínimo previsto em lei neste ano.
Repudiamos, veementemente, o ato do Governo do Sr. Robinson Faria de fechar o Hospital da Mulher. A história o julgará por isso!
Por fim indagamos a sociedade norte rio-grandense: A quem interessa o fechamento do Hospital da Mulher?
Não morreremos calados!



quinta-feira, 22 de setembro de 2016

Robinson Faria ataca novamente o Hospital da Mulher



Na manhã desta quinta-feira 22/09, profissionais e mães protestaram contra o desabastecimento do Hospital da Mulher. O governo já cortou água, comida, material de limpeza básico. E agora, autoriza a retirada de equipamentos cirúrgicos, berços e leitos infantis. O governo Robinson já tentou fechar a unidade duas vezes ano passado, mas não conseguiu: foi barrado por pressão da sociedade e da resistência de funcionários e pacientes. Agora, o plano é outro: desmontar e desabastecer o Hospital, até não sobrar coisa alguma.

As trabalhadoras e trabalhadores da unidade, bem como as mães que são pacientes do Hospital, compareceram em peso para protestar contra o desmonte disfarçado pelo governo Robinson Faria. Este é o segundo hospital mossoroense que entrou na mira do governo Robinson: o Hospital da Polícia Militar teve suas portas fechadas no início deste ano.

        
Os governos e os parlamentares corruptos aumentam seus próprios salários à custa do suor do povo pobre e trabalhador. Enquanto isso, cortam verbas da saúde, educação e dos direitos do povo. É necessária a construção de uma greve geral que coloque pra Fora Temer, Robinson Faria e todos eles, convocando eleições gerais já, com novas regras. Só assim poderemos barrar esta onda de ataques contra a saúde pública e nossos direitos, derrubar o ajuste fiscal e mostrar um novo horizonte para a classe trabalhadora de todo o Brasil.



quarta-feira, 14 de setembro de 2016

Lixo hospitalar acumula no Tarcísio Maia

Sacos e mais sacos de lixo hospitalar se acumulam na área externa do Hospital Regional Tarcísio Maia. O mal cheiro se sente de longe. Há pelo menos duas semanas o lixo não é coletado. Dentre os resíduos, há material infectado, apresentando risco biológico, bem como instrumentos perfuro-cortantes. A aglomeração de lixo traz diversos riscos para os profissionais da saúde que lá trabalham, bem como para os usuários.
Esta situação já ocorreu em outros hospitais do estado, como no Ruy Pereira no mês passado. É reflexo do colapso financeiro promovido pelo governo Robinson, e do ajuste fiscal promovido pelo governo de Michel Temer. Com os cortes no orçamento e atrasos nos pagamentos, apenas a classe trabalhadora e o povo pobre pagam a conta dessa crise.
Exigimos que a direção do hospital e a SESAP tome providências pela retirada imediata do lixo hospitalar acumulado, bem como a regularização da coleta do mesmo.

terça-feira, 13 de setembro de 2016

Governo analisa demissão de 14 mil servidores estaduais

Governador Robinson Faria e o relator da Comissão Especial para corte de gastos, Cristiano Feitosa.
Fonte.


O governo Robinson faria instituiu uma Comissão Especial para apresentar, em 15 dias, uma série de medidas para cortar gastos com o funcionalismo público, reduzindo o número de servidores da ativa. A Comissão foi formada a partir do Decreto nº 26.344, publicado no Diário Oficial do Estado nesta sábado 10/09.

O relator da Comissão, Cristiano Feitosa, analisa o corte de 20% dos comissionados e a exoneração de cerca de 14 mil servidores – todos aqueles que ingressaram no serviço público estadual entre 1983 e 1988 estão ameaçados. 

O argumento utilizado é que o Estado estaria gastando demais e desrespeitando a Lei de Responsabilidade Fiscal. O que ocorre, na verdade, é que os governos veem os investimentos em sociais em saúde, educação e no serviço público como um gasto que deve ser cortado. Esta é lógica do ajuste fiscal e da Lei de Responsabilidade Fiscal, que quer fazer a classe trabalhadora pagar pela crise.

A “responsabilidade fiscal” não impediu que Robinson Faria tivesse o maior aumento de salário de governador do país,um aumento de 100%, passando a receber 22 mil reais por mês. Nem que os deputados tenham aumentado seu rendimento também no ano passado, passando a receber 25 mil reais. Enquanto isso, servidores recebem salários atrasados por mais de sete meses, e o serviço público vai de mal a pior.

Isto porque a Lei de Responsabilidade e o Ajuste Fiscal são farsas, que tem como intuito sangrar o pouco do orçamento do Estado que vai para os trabalhadores, em forma de serviço público e direitos sociais, para remeter cada vez mais para um pequeno grupo de políticos e grandes empresários, para seu favorecimento pessoal. É cada dia mais necessário a construção de uma greve geral, que pare o Rio Grande do Norte e todo o país, para botar pra Fora Temer, Robinson, e esse Congresso corrupto  – e convocar Eleições Gerais Já. Somente assim é possível barrar esta onda de ataques contra o povo pobre e trabalhador deste país.

segunda-feira, 5 de setembro de 2016

Calendário de pagamento:



Dia 06/09, servidores que recebem até R$ 2 mil
Dia 08/09, servidores que recebem R$ 2.001,00 até R$ 3 mil
Dia 10/09, servidores que recebem R$ 3.001,00 até R$ 4 mil
Dia 14/09, servidores que recebem R$ 4.001,00 até R$ 5 mil
Dia 17/09, servidores que recebem acima de R$ 5 mil

http://www.tribunadonorte.com.br/noticia/pagamento-do-estado-inicia-hoje-e-vai-ata-pra-ximo-dia-17/357015

quinta-feira, 1 de setembro de 2016

Hospitais públicos sem segurança após demissão em massa de vigilantes



Hospitais públicos de Mossoró e de todo o Rio Grande do Norte estão sem vigilância.  Situação ocorre após demissão em massa na Garra Vigilância, deixando centenas de trabalhadores da segurança desempregados em todo o estado. A insegurança paira entre profissionais e pacientes. No Hospital Regional Tarcísio Maia e Hemocentro, foram fechados todos os acessos, com exceção do portão principal. No Hospital da Mulher também não há mais segurança na entrada.

Esta situação teve origem na maneira que o governo Robinson trata os trabalhadores da sáude, principalmente os terceirizado. Os terceirizados não tem estabilidade no emprego nem direitos trabalhistas básicos, e por isso sofrem diversos abusos. Os vigilantes, além de passarem mais de três meses trabalhando sem receber salário, ainda foram demitidos emmassa e sem receber o que era devido. O governo decidiu realizar nova licitação, contratando a empresa Interfort em até 180 dias, mas isto não resolve a situação das centenas de vigilantes, pais e mães de família, que foram demitidos injustamente. É necessário defender os postos de trabalho e aceitar nenhum emprego a menos. 


O Sindsaúde expressa toda a solidariedade à luta dos vigilantes. Para garantir a segurança dos profissionais e usuários do SUS, é necessário se posicionar em defesa da categoria dos seguranças, defendendo que sejam readmitidos em seus postos de trabalhos, mantendo seus salários e benefícios, bem como o recebimento imediato de todos seus créditos trabalhistas.

quarta-feira, 24 de agosto de 2016

Servidores do Hemocentro tem sua alimentação cortada

Servidores do HEMOCENTRO barrados de se alimentar no Tarcísio Maia pelo diretor Dr. Jarbas Mariano
Profissionais do HEMOCENTRO em Mossoró sofrem uma grave injustiça: estão sendo barrados do refeitório do Hospital Tarcísio Maia, onde sempre se alimentavam junto com os demais servidores. A decisão veio a partir de ordem interna emitida pela diretor geral do HRTM, Dr. Jarbas Mariano. Não existe qualquer legitimidade ou razão para esta decisão arbitrária, configurando-se uma tremenda injustiça. Os servidores do HEMOCENTRO desde sempre utilizam o mesmo refeitório do vizinho Hospital Tarcísio Maia, e agora foram barrados. Profissionais plantonistas estão com seu direito à refeição negado, e tem que sair de seu local de trabalho para comprar seus alimentos do seu próprio bolso - saindo do ambiente hospitalar e expondo-se ao risco biológico das ruas. O Sindsaúde Mossoró exige a imediata readmissão de todos os servidores do HEMOCENTRO no refeitório do Tarcísio Maia, com a revogação da decisão arbitrária e injusta do Dr. Jarbas Mariano. Tomaremos todas as medidas cabíveis para garantir este direito das trabalhadoras e trabalhadores do Centro, denunciando e reivindicando política e legalmente em defesa da categoria.

sexta-feira, 22 de julho de 2016

"O COREN só serve para cobrar" - Profissionais se queixam de nova taxa para renovação de carteirinha

COREN obriga servidores a renovar carteirinha, mas não mostra serviço aos trabalhadores da saúde, que se queixam da nova taxa



Trabalhadores da saúde se queixam de uma nova imposição do Conselho Regional de Enfermagem: a cobrança pela renovação das carteirinhas. Tais carteiras do conselho de classe não tinham prazo de validade e eram gratuitas. O COREN agora impõe uma taxa para renovação deste documento, o que gerou intensas críticas da categoria. O Conselho inclusive enviou fiscais para os hospitais, os quais abordaram servidoras e servidores em horário de trabalho. Profissionais afirmam que as conversas foram pouco amistosas e em tom de cobrança, inclusive com ameaças de transferência de setor, caso não pagassem a referida tarifa.

A crítica é geral quanto à omissão do Conselho na fiscalização das condições de trabalho e da estrutura dos hospitais de Mossoró e região. Esta responsabilidade, que é função do COREN, por muitas vezes foi cumprida pelo próprio Sindsaúde. Exemplo disso é a constante denúncia das condições de trabalho e de estrutura do Tarcísio Maia, que se transformou em relatório publicado pelo sindicato, e posteriormente enriquecido por outro relatório da OAB. O sindicato, portanto, acumula responsabilidades do Conselho Regional junto das próprias do sindicato (defesa dos direitos trabalhistas e reivindicações econômicas).

Isto não passou despercebido pelos servidores, que criticam a imposição da validade de 5 anos e a própria atuação do COREN. Solicitamos que o Conselho se posicione a respeito, publicizando sua atividade de fiscalização nos hospitais públicos de Mossoró, antes de impor cobranças a seus associados.

quinta-feira, 7 de julho de 2016

Profissionais da saúde catam papelão para sustentar Hospital da Mulher

O Hospital da Mulher passa por um processo de sucateamento e desabastecimento por parte do Governo. O Governo do Estado tentou fechar a unidade duas vezes no ano passado. Como não conseguiu, por pressão da sociedade, segue cortando verbas do Hospital. Já falta água mineral, comida (servidores e pacientes já estão há meses comendo apenas soja), sem contar a carência de luvas, sabão, e de equipamentos essenciais como o autoclave. Os próprios trabalhadores tiram do próprio bolso recursos para sustentar o funcionamento do hospital.
Sindsaúde Mossoró registra depósito de papelão na lateral do Hospital da Mulher. O papelão é juntado pelas trabalhadoras e trabalhadores, para ser vendido e remeter fundos ao Hospital. Profissionais organizam rifas, sorteios, cotas para manter o serviço funcionando na medida do possível.
É necessário que a população apoie os trabalhadores e trabalhadoras, que estão em defesa da saúde pública, e diga um NÃO para o ajuste fiscal, os cortes de verbas na educação e na saúde, ao sucateamento e privatização do SUS em Mossoró, no RN e no Brasil.

Confira a denúncia do sindicato no vídeo abaixo:

Servidores do Hospital da Mulher denunciam corte de água e comida em ato público



Na manhã desta quinta-feira 07 de julho o Sindsaúde promoveu o ato público dos servidores do Hospital da Mulher. O protesto ocorreu em meio ao processo de desabastecimento e desmonte da unidade. O governo do Estado já tentou fechar a unidade mais de uma vez no ano passado. Como não conseguiu, por pressão da sociedade e do protesto dos funcionários, segue cortando verbas e o abastecimento do Hospital. Faltam luvas, sabão, EPIs. Falta água mineral, falta comida. Há meses o cardápio não muda: soja, soja e soja. Fazem quase dois anos que o autoclave do hospital está quebrado.

O desabastecimento faz os profissionais muitas vezes tirarem dinheiro do próprio bolso para sustentar o hospital. Servidoras e servidores organizam rifas, sorteios e formas de arrecadar dinheiro para comprar suprimentos para a unidade. Até papelão está sendo catado e depositado, para ser vendido e remeter fundos para o Hospital.


O governo Robinson já mostrou que está junto com Michel Temer na destruição do SUS. Fechou o Hospital da Polícia em Mossoró e ainda tenta fechar o Hospital da Mulher. A população precisa se somar ao grito dos trabalhadores da saúde para denunciar o desmonte do SUS, dos hospitais públicos e dos postos de saúde de todo o Brasil. Para isso é necessário fortalecer a greve da saúde, construir uma greve geral que pare o país para botar pra Fora Temer e todos eles, chamando eleições gerais pra trocar todo mundo e derrubar a política de ajuste fiscal que vitima a classe trabalhadora brasileira.


segunda-feira, 4 de julho de 2016

Confira as fotos do Arraiá do Sindsaúde Mossoró em 2016

Neste sábado 02 de julho o Sindsaúde Mossoró promoveu sua tradicional festa junina para associadas e associados. A festa ocorreu no APCEF Clube da Caixa, com muita animação, quadrilha, comes e bebes! Mesmo em meio à greve da saúde de 2016, com atraso no pagamento dos salários e no 13º, o servidor encontrou motivos para dançar e comemorar, na união da categoria.
Confira os registros fotográficos do arraiá do Sindsaúde Mossoró aqui: