sexta-feira, 22 de julho de 2016

"O COREN só serve para cobrar" - Profissionais da saúde se queixam de nova taxa para renovação de carteirinha



Trabalhadores da saúde se queixam de uma nova imposição do Conselho Regional de Enfermagem: a cobrança pela renovação das carteirinhas. Tais carteiras do conselho de classe não tinham prazo de validade e eram gratuitas. O COREN agora impõe uma taxa para renovação deste documento, o que gerou intensas críticas da categoria. O Conselho inclusive enviou fiscais para os hospitais, os quais abordaram servidoras e servidores em horário de trabalho. Profissionais afirmam que as conversas foram pouco amistosas e em tom de cobrança, inclusive com ameaças de transferência de setor, caso não pagassem a referida tarifa.

A crítica é geral quanto à omissão do Conselho na fiscalização das condições de trabalho e da estrutura dos hospitais de Mossoró e região. Esta responsabilidade, que é função do COREN, por muitas vezes foi cumprida pelo próprio Sindsaúde. Exemplo disso é a constante denúncia das condições de trabalho e de estrutura do Tarcísio Maia, que se transformou em relatório publicado pelo sindicato, e posteriormente enriquecido por outro relatório da OAB. O sindicato, portanto, acumula responsabilidades do Conselho Regional junto das próprias do sindicato (defesa dos direitos trabalhistas e reivindicações econômicas).


Isto não passou despercebido pelos servidores, que criticam a imposição da validade de 5 anos e a própria atuação do COREN. Solicitamos que o Conselho se posicione a respeito, publicizando sua atividade de fiscalização nos hospitais públicos de Mossoró, antes de impor cobranças a seus associados.

quinta-feira, 7 de julho de 2016

Profissionais da saúde catam papelão para sustentar Hospital da Mulher

O Hospital da Mulher passa por um processo de sucateamento e desabastecimento por parte do Governo. O Governo do Estado tentou fechar a unidade duas vezes no ano passado. Como não conseguiu, por pressão da sociedade, segue cortando verbas do Hospital. Já falta água mineral, comida (servidores e pacientes já estão há meses comendo apenas soja), sem contar a carência de luvas, sabão, e de equipamentos essenciais como o autoclave. Os próprios trabalhadores tiram do próprio bolso recursos para sustentar o funcionamento do hospital.
Sindsaúde Mossoró registra depósito de papelão na lateral do Hospital da Mulher. O papelão é juntado pelas trabalhadoras e trabalhadores, para ser vendido e remeter fundos ao Hospital. Profissionais organizam rifas, sorteios, cotas para manter o serviço funcionando na medida do possível.
É necessário que a população apoie os trabalhadores e trabalhadoras, que estão em defesa da saúde pública, e diga um NÃO para o ajuste fiscal, os cortes de verbas na educação e na saúde, ao sucateamento e privatização do SUS em Mossoró, no RN e no Brasil.

Confira a denúncia do sindicato no vídeo abaixo:

Servidores do Hospital da Mulher denunciam corte de água e comida em ato público



Na manhã desta quinta-feira 07 de julho o Sindsaúde promoveu o ato público dos servidores do Hospital da Mulher. O protesto ocorreu em meio ao processo de desabastecimento e desmonte da unidade. O governo do Estado já tentou fechar a unidade mais de uma vez no ano passado. Como não conseguiu, por pressão da sociedade e do protesto dos funcionários, segue cortando verbas e o abastecimento do Hospital. Faltam luvas, sabão, EPIs. Falta água mineral, falta comida. Há meses o cardápio não muda: soja, soja e soja. Fazem quase dois anos que o autoclave do hospital está quebrado.

O desabastecimento faz os profissionais muitas vezes tirarem dinheiro do próprio bolso para sustentar o hospital. Servidoras e servidores organizam rifas, sorteios e formas de arrecadar dinheiro para comprar suprimentos para a unidade. Até papelão está sendo catado e depositado, para ser vendido e remeter fundos para o Hospital.


O governo Robinson já mostrou que está junto com Michel Temer na destruição do SUS. Fechou o Hospital da Polícia em Mossoró e ainda tenta fechar o Hospital da Mulher. A população precisa se somar ao grito dos trabalhadores da saúde para denunciar o desmonte do SUS, dos hospitais públicos e dos postos de saúde de todo o Brasil. Para isso é necessário fortalecer a greve da saúde, construir uma greve geral que pare o país para botar pra Fora Temer e todos eles, chamando eleições gerais pra trocar todo mundo e derrubar a política de ajuste fiscal que vitima a classe trabalhadora brasileira.


segunda-feira, 4 de julho de 2016

Confira as fotos do Arraiá do Sindsaúde Mossoró em 2016

Neste sábado 02 de julho o Sindsaúde Mossoró promoveu sua tradicional festa junina para associadas e associados. A festa ocorreu no APCEF Clube da Caixa, com muita animação, quadrilha, comes e bebes! Mesmo em meio à greve da saúde de 2016, com atraso no pagamento dos salários e no 13º, o servidor encontrou motivos para dançar e comemorar, na união da categoria.
Confira os registros fotográficos do arraiá do Sindsaúde Mossoró aqui:

sexta-feira, 24 de junho de 2016

Ato dos servidores no Tarcísio Maia marca início da greve da saúde no interior




Os servidores do Tarcísio Maia realizaram um ato público no hospital nesta sexta-feira 24/06, marcando o início da greve estadual da saúde no interior do RN. Trabalhadoras e trabalhadores deflagraram greve nesta quarta-feira 22, em ato público na SESAP em Natal. 

O movimento paredista ocorre em um contexto de profunda crise econômica nacional, em que Michel Temer aprofunda o ajuste fiscal e tenta aprovar à força a reforma da previdência, que vai ameaçar o direito à aposentadoria do trabalhador brasileiro, e SUS sendo sucateado e desmontado pelos governos. Além disso, os servidores sofrem com 6 anos de congelamento de salários, sem qualquer proposta de reajuste por parte do governo, e que o funcionalismo público com o atraso dos salários e o não-recebimento do 13º.

O Hospital Tarcísio Maia, unidade que atende dezenas de municípios e o segundo mais frequentado do Estado, reflete o processo de destruição da saúde pública. Apresenta uma taxa de mortalidade de 58% na urgência, sofre com carências de equipamentos essenciais (como tomógrafos, glicosímetros, monitores de UTI, etc.), enquanto os trabalhadores adoecem com a desumana sobrecarga de trabalho. Quem mais sofre com todo este processo é o povo pobre que necessita do SUS, e este direito está sendo atacado pelos governos e pelo Congresso. Cabe à população denunciar este desmonte e ir à luta e às ruas pela construção de uma Greve Geral pra botar pra Fora Temer e todos eles, pedindo eleições gerais e a derrubada desta política econômica de ajuste fiscal: a verdadeira inimiga do povo pobre e trabalhador.

quinta-feira, 23 de junho de 2016

''Taxa de mortalidade no Tarcísio Maia é de 58% na urgência'' - aponta relatório da OAB

A greve é pra sobreviver

A Ordem dos Advogados do Brasil publicou um relatório sobre as condições de trabalho e saúde do Hospital Regional Tarcísio Maia. O Sindsaúde Mossoró redigiu relatório sobre o mesmo tema entre fevereiro e março deste ano, relatório que foi inclusive anexado e confirmado elo documento da ordem.

O relatório traz novos dados e descobertas ainda mais alarmantes, atualizando a exposição do sindicato de meses atrás. Entre as conclusões, destaca-se a taxa de mortalidade de 58% entre os pacientes da UTI (praticamente 3 em cada 5 pacientes que vão a UTI no Tarcísio Maia perdem sua vida). 70% dos óbitos tem causa indeterminada. Foram detectadas inconformidade em todos os setores do hospital, sem exceção. O relato também apontou as relações entre a expansão do hospital e a extenuante sobrecarga de trabalho, que adoece as trabalhadoras e trabalhadores e que traz sofrimento psicológico para servidores e pacientes.

O relatório foi elaborado a partir de dezenas de visitas técnicas e centenas de entrevistas com servidores e usuários, a partir da Comissão de Saúde da OAB, sob supervisão do Dr. Elsias Nascimento. O Sindsaúde saúda a iniciativa da Ordem, agradecendo seu minucioso trabalho em defesa da saúde pública.

O sofrimento da população e o sucateamento da pública e dos nossos direitos tem uma raiz política. Não é por falta de conhecimento nem por má administração que a população não tem dignidade nas suas modestas necessidades, mas sim por uma opção clara dos governantes. Uma opção clara de privilegiar a si mesmos e aos ricos e poderosos, e fazer a classe trabalhadora pagar a conta da crise. Defendemos que os de baixo se organizem e construam uma greve geral, para botar pra fora todos eles e chamar por eleições gerais já. Somente a partir da nossa própria mobilização e das nossas próprias forças poderemos defender nossas poucas conquistas, que estão sendo atacadas uma a uma pela política de ajuste fiscal e desmonte do serviço público promovido por Temer, Robinson Faria e esse Congresso.

domingo, 12 de junho de 2016

Ato público dos servidores do Tarcísio Maia ocorrerá nesta quinta 16




Nesta quinta-feira 16 de junho ocorrerá o ato público dos servidores do Tarcísio Maia, a partir das 09h. O protesto será o último dos nove atos públicos mobilizados pelo Sindsaúde, tanto na capital quanto no interior. Também ocorrerá em meio ao dia nacional de lutas convocado pela CSP-CONLUTAS, com mobilizações em todo o país em defesa do serviço público e dos nossos direitos, pela construção da greve geral para barrar o ajuste fiscal, as privatizações, e para botar para Fora Temer e todos os corruptos do Congresso.

O calendário de mobilizações foi aprovado na última assembleia no dia 20 de maio. A iniciativa é preparar a categoria para a greve do dia 22 de junho e ter tempo de mobilizar os locais de trabalho. Os servidores também aprovaram a pauta de reivindicações da Campanha Salarial de 2016. Dentro dos principais pontos estão: calendário de pagamento dentro do mês, convocação de concurso público, atualização e pagamento das dívidas do Ipern e de precatórios, reajuste, tabela de qualificação, revisão da produtividade, isonomia no salário base, eleições diretas. 

O corte de 19 milhões da saúde do Estado por Robinson Faria afeta duramente o hospital Tarcísio Maia. O hospital é o segundo mais sobrecarregado do Estado, atendendo dezenas de municípios com carências substanciais de máquinas e de funcionários, além de material simples como sabão. Nesta segunda-feira 13/06 o Sindsaúde realizará reunião com a Ordem dos Advogados do Brasil sobre as carências e deficiências do hospital, em base ao relatório elaborado pelo Sindsaúde em fevereiro-março deste ano