quarta-feira, 24 de agosto de 2016

Servidores do Hemocentro tem sua alimentação cortada

Servidores do HEMOCENTRO barrados de se alimentar no Tarcísio Maia pelo diretor Dr. Jarbas Mariano
Profissionais do HEMOCENTRO em Mossoró sofrem uma grave injustiça: estão sendo barrados do refeitório do Hospital Tarcísio Maia, onde sempre se alimentavam junto com os demais servidores. A decisão veio a partir de ordem interna emitida pela diretor geral do HRTM, Dr. Jarbas Mariano. Não existe qualquer legitimidade ou razão para esta decisão arbitrária, configurando-se uma tremenda injustiça. Os servidores do HEMOCENTRO desde sempre utilizam o mesmo refeitório do vizinho Hospital Tarcísio Maia, e agora foram barrados. Profissionais plantonistas estão com seu direito à refeição negado, e tem que sair de seu local de trabalho para comprar seus alimentos do seu próprio bolso - saindo do ambiente hospitalar e expondo-se ao risco biológico das ruas. O Sindsaúde Mossoró exige a imediata readmissão de todos os servidores do HEMOCENTRO no refeitório do Tarcísio Maia, com a revogação da decisão arbitrária e injusta do Dr. Jarbas Mariano. Tomaremos todas as medidas cabíveis para garantir este direito das trabalhadoras e trabalhadores do Centro, denunciando e reivindicando política e legalmente em defesa da categoria.

sexta-feira, 22 de julho de 2016

"O COREN só serve para cobrar" - Profissionais se queixam de nova taxa para renovação de carteirinha

COREN obriga servidores a renovar carteirinha, mas não mostra serviço aos trabalhadores da saúde, que se queixam da nova taxa



Trabalhadores da saúde se queixam de uma nova imposição do Conselho Regional de Enfermagem: a cobrança pela renovação das carteirinhas. Tais carteiras do conselho de classe não tinham prazo de validade e eram gratuitas. O COREN agora impõe uma taxa para renovação deste documento, o que gerou intensas críticas da categoria. O Conselho inclusive enviou fiscais para os hospitais, os quais abordaram servidoras e servidores em horário de trabalho. Profissionais afirmam que as conversas foram pouco amistosas e em tom de cobrança, inclusive com ameaças de transferência de setor, caso não pagassem a referida tarifa.

A crítica é geral quanto à omissão do Conselho na fiscalização das condições de trabalho e da estrutura dos hospitais de Mossoró e região. Esta responsabilidade, que é função do COREN, por muitas vezes foi cumprida pelo próprio Sindsaúde. Exemplo disso é a constante denúncia das condições de trabalho e de estrutura do Tarcísio Maia, que se transformou em relatório publicado pelo sindicato, e posteriormente enriquecido por outro relatório da OAB. O sindicato, portanto, acumula responsabilidades do Conselho Regional junto das próprias do sindicato (defesa dos direitos trabalhistas e reivindicações econômicas).

Isto não passou despercebido pelos servidores, que criticam a imposição da validade de 5 anos e a própria atuação do COREN. Solicitamos que o Conselho se posicione a respeito, publicizando sua atividade de fiscalização nos hospitais públicos de Mossoró, antes de impor cobranças a seus associados.

quinta-feira, 7 de julho de 2016

Profissionais da saúde catam papelão para sustentar Hospital da Mulher

O Hospital da Mulher passa por um processo de sucateamento e desabastecimento por parte do Governo. O Governo do Estado tentou fechar a unidade duas vezes no ano passado. Como não conseguiu, por pressão da sociedade, segue cortando verbas do Hospital. Já falta água mineral, comida (servidores e pacientes já estão há meses comendo apenas soja), sem contar a carência de luvas, sabão, e de equipamentos essenciais como o autoclave. Os próprios trabalhadores tiram do próprio bolso recursos para sustentar o funcionamento do hospital.
Sindsaúde Mossoró registra depósito de papelão na lateral do Hospital da Mulher. O papelão é juntado pelas trabalhadoras e trabalhadores, para ser vendido e remeter fundos ao Hospital. Profissionais organizam rifas, sorteios, cotas para manter o serviço funcionando na medida do possível.
É necessário que a população apoie os trabalhadores e trabalhadoras, que estão em defesa da saúde pública, e diga um NÃO para o ajuste fiscal, os cortes de verbas na educação e na saúde, ao sucateamento e privatização do SUS em Mossoró, no RN e no Brasil.

Confira a denúncia do sindicato no vídeo abaixo:

Servidores do Hospital da Mulher denunciam corte de água e comida em ato público



Na manhã desta quinta-feira 07 de julho o Sindsaúde promoveu o ato público dos servidores do Hospital da Mulher. O protesto ocorreu em meio ao processo de desabastecimento e desmonte da unidade. O governo do Estado já tentou fechar a unidade mais de uma vez no ano passado. Como não conseguiu, por pressão da sociedade e do protesto dos funcionários, segue cortando verbas e o abastecimento do Hospital. Faltam luvas, sabão, EPIs. Falta água mineral, falta comida. Há meses o cardápio não muda: soja, soja e soja. Fazem quase dois anos que o autoclave do hospital está quebrado.

O desabastecimento faz os profissionais muitas vezes tirarem dinheiro do próprio bolso para sustentar o hospital. Servidoras e servidores organizam rifas, sorteios e formas de arrecadar dinheiro para comprar suprimentos para a unidade. Até papelão está sendo catado e depositado, para ser vendido e remeter fundos para o Hospital.


O governo Robinson já mostrou que está junto com Michel Temer na destruição do SUS. Fechou o Hospital da Polícia em Mossoró e ainda tenta fechar o Hospital da Mulher. A população precisa se somar ao grito dos trabalhadores da saúde para denunciar o desmonte do SUS, dos hospitais públicos e dos postos de saúde de todo o Brasil. Para isso é necessário fortalecer a greve da saúde, construir uma greve geral que pare o país para botar pra Fora Temer e todos eles, chamando eleições gerais pra trocar todo mundo e derrubar a política de ajuste fiscal que vitima a classe trabalhadora brasileira.


segunda-feira, 4 de julho de 2016

Confira as fotos do Arraiá do Sindsaúde Mossoró em 2016

Neste sábado 02 de julho o Sindsaúde Mossoró promoveu sua tradicional festa junina para associadas e associados. A festa ocorreu no APCEF Clube da Caixa, com muita animação, quadrilha, comes e bebes! Mesmo em meio à greve da saúde de 2016, com atraso no pagamento dos salários e no 13º, o servidor encontrou motivos para dançar e comemorar, na união da categoria.
Confira os registros fotográficos do arraiá do Sindsaúde Mossoró aqui:

sexta-feira, 24 de junho de 2016

Ato dos servidores no Tarcísio Maia marca início da greve da saúde no interior




Os servidores do Tarcísio Maia realizaram um ato público no hospital nesta sexta-feira 24/06, marcando o início da greve estadual da saúde no interior do RN. Trabalhadoras e trabalhadores deflagraram greve nesta quarta-feira 22, em ato público na SESAP em Natal. 

O movimento paredista ocorre em um contexto de profunda crise econômica nacional, em que Michel Temer aprofunda o ajuste fiscal e tenta aprovar à força a reforma da previdência, que vai ameaçar o direito à aposentadoria do trabalhador brasileiro, e SUS sendo sucateado e desmontado pelos governos. Além disso, os servidores sofrem com 6 anos de congelamento de salários, sem qualquer proposta de reajuste por parte do governo, e que o funcionalismo público com o atraso dos salários e o não-recebimento do 13º.

O Hospital Tarcísio Maia, unidade que atende dezenas de municípios e o segundo mais frequentado do Estado, reflete o processo de destruição da saúde pública. Apresenta uma taxa de mortalidade de 58% na urgência, sofre com carências de equipamentos essenciais (como tomógrafos, glicosímetros, monitores de UTI, etc.), enquanto os trabalhadores adoecem com a desumana sobrecarga de trabalho. Quem mais sofre com todo este processo é o povo pobre que necessita do SUS, e este direito está sendo atacado pelos governos e pelo Congresso. Cabe à população denunciar este desmonte e ir à luta e às ruas pela construção de uma Greve Geral pra botar pra Fora Temer e todos eles, pedindo eleições gerais e a derrubada desta política econômica de ajuste fiscal: a verdadeira inimiga do povo pobre e trabalhador.

quinta-feira, 23 de junho de 2016

''Taxa de mortalidade no Tarcísio Maia é de 58% na urgência'' - aponta relatório da OAB

A greve é pra sobreviver

A Ordem dos Advogados do Brasil publicou um relatório sobre as condições de trabalho e saúde do Hospital Regional Tarcísio Maia. O Sindsaúde Mossoró redigiu relatório sobre o mesmo tema entre fevereiro e março deste ano, relatório que foi inclusive anexado e confirmado elo documento da ordem.

O relatório traz novos dados e descobertas ainda mais alarmantes, atualizando a exposição do sindicato de meses atrás. Entre as conclusões, destaca-se a taxa de mortalidade de 58% entre os pacientes da UTI (praticamente 3 em cada 5 pacientes que vão a UTI no Tarcísio Maia perdem sua vida). 70% dos óbitos tem causa indeterminada. Foram detectadas inconformidade em todos os setores do hospital, sem exceção. O relato também apontou as relações entre a expansão do hospital e a extenuante sobrecarga de trabalho, que adoece as trabalhadoras e trabalhadores e que traz sofrimento psicológico para servidores e pacientes.

O relatório foi elaborado a partir de dezenas de visitas técnicas e centenas de entrevistas com servidores e usuários, a partir da Comissão de Saúde da OAB, sob supervisão do Dr. Elsias Nascimento. O Sindsaúde saúda a iniciativa da Ordem, agradecendo seu minucioso trabalho em defesa da saúde pública.

O sofrimento da população e o sucateamento da pública e dos nossos direitos tem uma raiz política. Não é por falta de conhecimento nem por má administração que a população não tem dignidade nas suas modestas necessidades, mas sim por uma opção clara dos governantes. Uma opção clara de privilegiar a si mesmos e aos ricos e poderosos, e fazer a classe trabalhadora pagar a conta da crise. Defendemos que os de baixo se organizem e construam uma greve geral, para botar pra fora todos eles e chamar por eleições gerais já. Somente a partir da nossa própria mobilização e das nossas próprias forças poderemos defender nossas poucas conquistas, que estão sendo atacadas uma a uma pela política de ajuste fiscal e desmonte do serviço público promovido por Temer, Robinson Faria e esse Congresso.

domingo, 12 de junho de 2016

Ato público dos servidores do Tarcísio Maia ocorrerá nesta quinta 16




Nesta quinta-feira 16 de junho ocorrerá o ato público dos servidores do Tarcísio Maia, a partir das 09h. O protesto será o último dos nove atos públicos mobilizados pelo Sindsaúde, tanto na capital quanto no interior. Também ocorrerá em meio ao dia nacional de lutas convocado pela CSP-CONLUTAS, com mobilizações em todo o país em defesa do serviço público e dos nossos direitos, pela construção da greve geral para barrar o ajuste fiscal, as privatizações, e para botar para Fora Temer e todos os corruptos do Congresso.

O calendário de mobilizações foi aprovado na última assembleia no dia 20 de maio. A iniciativa é preparar a categoria para a greve do dia 22 de junho e ter tempo de mobilizar os locais de trabalho. Os servidores também aprovaram a pauta de reivindicações da Campanha Salarial de 2016. Dentro dos principais pontos estão: calendário de pagamento dentro do mês, convocação de concurso público, atualização e pagamento das dívidas do Ipern e de precatórios, reajuste, tabela de qualificação, revisão da produtividade, isonomia no salário base, eleições diretas. 

O corte de 19 milhões da saúde do Estado por Robinson Faria afeta duramente o hospital Tarcísio Maia. O hospital é o segundo mais sobrecarregado do Estado, atendendo dezenas de municípios com carências substanciais de máquinas e de funcionários, além de material simples como sabão. Nesta segunda-feira 13/06 o Sindsaúde realizará reunião com a Ordem dos Advogados do Brasil sobre as carências e deficiências do hospital, em base ao relatório elaborado pelo Sindsaúde em fevereiro-março deste ano