sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

SAMU prestes a paralisar em Mossoró, informa diretor técnico

"O SAMU Mossoró vem suportando esta situação unicamente pelos interesses dos servidores que são exemplo de luta e coragem"  (fonte da charge)

O diretor técnico do SAMU em Mossoró, o Dr. José Gilliano Carlos de Freitas, informou em ofício ao Ministério Público o risco de iminente paralisação do serviço na cidade de Mossoró por conta de desabastecimento, falta de manutenção e de pagamento aos funcionários.  O SAMU é um serviço de importância vital para a saúde pública de Mossoró, e não pode parar. O Sindsaúde vem somar a esta denúncia, realizada pela própria direção. para cobrar à prefeitura a normalização dos repasses e dos contratos de fornecimento. Dada à completude das informações contidas no ofício, transcrevemos o documento na íntegra:

Informamos à Vossa Senhoria que o SAMU/Mossoró está com serviços bastante comprometidos, na iminência de ocorrer a total paralisação deste serviço com graves consequências para o atendimento da população da cidade de Mossoró/RN. 
Segue lista dos principais serviços ou falta deles da atual situação do SAMU/Mossoró 
○ Fornecedores de alimentação, água mineral, material de limpeza do prédio;  
○ Fornecedores de material de escritório;  
○ Material para desinfecção das viaturas; 
○ Prestadores de serviços para a manutenção das viaturas; ○ Manutenção de sistema elétrico e hidráulico do prédio; 
○ Manutenção de equipamentos de condicionador, de ar, telefone, internet e sistemas de informática; 
○ Prestador de serviço para manutenção de material médico hospitalar; 
○ Atraso de pagamento de boa parte dos funcionários sem previsão para ser efetuado. 
Outrossim, informamos que o SAMU/Mossoró vem suportando essa situação, unicamente pelos interesses dos servidores que são exemplo de luta e coragem. Agradecemos e nos coloamos à disposição para quaisquer outras informações ou dúvidas. 
Atenciosamente, 
JOSÉ GILLIANO CARLOS DE FREITAS 
MÉDICO & DIRETOR TÉCNICO DO SAMU-MOSSORÓ/RN


quarta-feira, 30 de novembro de 2016

A precariedade das UBS e da saúde pública de Mossoró



A saúde pública do município de Mossoró sente os efeitos da crise, e enfrenta graves problemas de manutenção e abastecimento, herdados pelo descaso dos governantes. Contra este desmonte do SUS, promovido pela classe política, estão as trabalhadoras e trabalhadores da saúde, que se organizam e lutam em defesa do direito à vida e do serviço público.

A Unidade Básica de Saúde Ver. Durval Costa, situada no conjunto Walfredo Gurgel, é um exemplo deste descaso com a saúde pública no município. Além da carência comum de medicamentos e equipamentos de enfermaria, a UBS sofre com a deterioração crescente de sua infraestrutura. Problemas básicos de manutenção e limpeza perduram, sem uma resposta por parte do poder municipal. Rachaduras e vazamentos de água se alastram pelo prédio, lixo acumula nas laterais da UBS, e ventiladores estão quebrados sem perspectiva de manutenção.

O desmonte do SUS é geral e envolve todos os níveis de governos. Todos eles querem fazer os trabalhadores pagarem pela crise, atacando seus direitos históricos e cortando o pouco orçamento revertido para a população, mediante o serviço público. O governo federal de Michel Temer, junto do Congresso Nacional, acaba de aprovar a PEC 55 – que vai congelar e estagnar os investimentos em saúde, educação, e no serviço público por 20 (vinte) anos. Com a aprovação desta PEC, o retrocesso no acesso à saúde e aos direitos sociais será brutal, com a situação estagnando e sem qualquer perspectiva de mais investimentos. É necessário construir uma greve geral contra a PEC do retrocesso, e contra as reformas da previdência e trabalhistas, para barrar estes ataques e defender os direitos sociais da trabalhadora e do trabalhador brasileiro.






Muro prestes a cair

A água que sai da pia é aparada por um balde

Lixo invade laterais da UBS

Buraco na calçada

segunda-feira, 28 de novembro de 2016

Confraternização de Natal do Sindsaúde Mossoró


O Sindsaúde Mossoró realizará sua tradicional confraternização natalina em 17/12, na APCEF (Clube da Caixa) - a partir das 13:00h. A festa terá com música ao vivo, comes e bebes, sorteio de brindes, banho de piscina, e espaço para crianças. As sócias e sócios devem buscar suas senhas na sede do Sindsaúde Mossoró, na Rua Prudente de Morais, nº 940. Mais informações no número (84) 3316-9518.

segunda-feira, 14 de novembro de 2016

Janduís: Servidores se unem para lutar e prefeitura deposita salários atrasados

Servidores de Janduís realizam parada unificada e conquistam depósito de salários atrasados

Na manhã desta sexta-feira 11/11 os servidores de Janduís da saúde, educação e administração deflagraram paralisação unificada e realizaram ato público em frente à prefeitura da cidade. A pressão dos servidores rendeu frutos: a prefeita Ligia de Souza Félix (PSDB) - que estava sem pagar o funcionalismo há mais de dois meses - depositou os valores atrasados.

O funcionalismo público de Janduís se somou à parada nacional do 11/11 contra a PEC 55 (ex PEC 241) e contra as reformas da previdência e trabalhista, promovidas pelo Congresso Nacional e pelo governo de Michel Temer. A parada nacional dia 11/11 foi marcado por paralisações em todo o Brasil, e repercutiu em vários municípios do Rio Grande do Norte: ocorrendo atos públicos e ocupações estudantis nas cidades de Natal, Mossoró, Assú, Macau, Janduís e Pau dos Ferros.


Solidariedade às ocupações da UERN e da EE Aida Ramalho

Sindsaúde entrega doações para estudantes na ocupação da reitoria da UERN, em Mossoró

O Sindsaúde Mossoró vem, através desta nota, expressar solidariedade às ocupações estudantis que ocorrem em Mossoró e região. Somando-se à campanha nacional contra a PEC 55 - ex PEC 241 – estão ocupadas a E.E. Aida Ramalho e as reitorias da UERN nas cidades de Assú e Mossoró (campus Central). O movimento é nacional, contando com mais de 221 universidades e milhares de escolas ocupadas contra a "PEC do fim do Mundo" - que impõe o congelamento dos investimentos em saúde e educação públicas nos próximos 20 anos.

O mês de Novembro trouxe a primavera estudantil para a região do oeste potiguar. Em 01/11 começou com a ocupação do campus da UERN de Pau dos Ferros, no dia 01/11, e conquistaram diversas pautas. Em Mossoró com a ocupação do EE Aida Ramalho na terça 8/11, seguido da ocupação da reitoria da UERN na quinta 10/11, e o campus da UERN de Assú na sexta 11/11. Somados à pauta nacional contra a PEC 55 e o ajuste fiscal que corta investimentos sociais da saúde e da educação pública, os estudantes inserem as pautas referentes a melhorias para seus locais de estudo.

Robinson Faria também enfrenta ocupações da classe trabalhadora em órgãos públicos, como a ocupação da Secretaria de Educação e da Secretaria de Planejamento, em defesa do serviço público e pelo pagamento dos trabalhadores em dia. As ocupações estudantis e o movimento da classe trabalhadora no RN e em todo o Brasil mostram o caminho. É necessário unificar estas lutas para construir a greve geral, para botar para Fora Temer e todos eles, barrar a PEC 55 e derrubar o ajuste fiscal, que corta os direitos sociais da classe trabalhadora e do povo pobre para favorecer ainda mais políticos, banqueiros e grandes empresários.

domingo, 6 de novembro de 2016

Janduís: Servidores realizam assembleia unificada e votam adesão à greve geral dia 11/11

Servidores de Janduís realizam assembleia unificando categorias e sindicatos e votam por adesão à greve geral dia 11/11

Na tarde desta quinta-feira 03/11, quem sentou nas cadeiras da Câmara de Janduís foram as trabalhadoras e trabalhadores do município.  Funcionalismo da cidade se encontra com mais de dois meses de salário atrasado, e resolveram se organizar para fazer valer seus direitos. Em assembleia que unificou várias categorias e sindicatos, trabalhadores de Janduís votaram adesão à parada nacional dia 11/11, rumo à construção da greve geral. A assembleia também deliberou a composição do Fórum Municipal dos Servidores de Janduís.

A Assembleia Unificada dos Servidores de Janduis contou com a presença de servidores municipais da administração, da educação, da saúde, além de agentes comunitários de saúde e agentes de endemias. Estiveram presentes três sindicatos: Sindicato dos Servidores da Saúde do Rio Grande do Norte - SINDSAÚDE, Sindicato dos Servidores do Município de Janduís e o Sindicato dos Agentes de Saúde do Rio Grande do Norte – SINDAS.

A deliberação pela parada dia 11/11 reflete conscientização dos servidores frente à conjuntura nacional, um governo Temer que aprofunda os ataques ao SUS, o ajuste fiscal que corta verbas de serviços públicos essenciais, e o processo de privatização da saúde pública e das estatais. Façamos como as trabalhadoras e trabalhadores de Janduís, vamos fortalecer as paradas nacionais dia 11/11 e 25/11, construir a greve geral para botar pra Fora Temer, Robinson e todos eles e derrubar a “PEC do fim do mundo” (PEC 241, atualmente PEC 55, tramitando no Senado Federal).





sábado, 5 de novembro de 2016

Apodi: Robinson ameaça fechar hospital regional, população toma as ruas

Grande passeata em defesa do Hospital Regional de Apodi

Na manhã desta sexta-feira 04/11 o povo de Apodi ganhou as ruas em defesa do Hospital Hélio Morais Marinho, contra o projeto do governo Robinson de fechar o terceiro hospital regional no interior do Rio Grande do Norte. Após o encerramento das atividades do Hospital da Polícia e do recente fechamento do Hospital da Mulher, Robinson Faria e o secretário de saúde George Antunes miram o Hospital Regional de Apodi, ameaçando o fechamento da unidade em  até 30 (trinta) dias.

As trabalhadoras e trabalhadores da unidade convocaram a população às ruas, que atendeu ao chamado. A passeata saiu pelas principais ruas de Apodi e contou com adesão de usuários do SUS e estudantes de várias escolas da cidade.  O protesto terminou na praça da prefeitura, e contou com a participação de representantes dos lojistas, da igreja católica, além da direção do hospital e do atual vice-prefeito da cidade Zé Maria. 

O fechamento de hospitais públicos, o corte de verbas da saúde pública, o favorecimento de planos de saúde e clínicas privadas de saúde é uma política oficial do governo Robinson. O atual secretário de Saude George Antunes assumiu em entrevista o desejo de fechar quinze hospitais regionais (dos 23 hospitais públicos do Estado, o governo só teria intenção de manter oito).  Esta política neoliberal é parte da cartilha de ajuste fiscal e de corte de gastos promovida pelo governo Temer e pelo Congresso Nacional. Ambos querem fazer a classe trabalhadora e os pobres pagarem pela crise, cortando do escasso orçamento de saúde e educação, atacando os poucos direitos sociais e trabalhistas que restam.

O governo Robinson Faria já está marcado pela história como o governo que mais fechou hospitais e como inimigo da classe trabalhadora e do povo pobre. É necessário unificar as lutas e construir a greve geral para botar pra Fora Temer, Robinson e todos aqueles que atacam a saúde pública e os nossos direitos.


terça-feira, 25 de outubro de 2016

Carta aberta à população do Rio Grande do Norte



Não é nenhuma novidade que desde o ano próximo passado o Estado do Rio Grande do Norte, por meio da SESAP (Secretaria do Estado da Saúde Pública), vem procurando, a qualquer custo, cerrar as portas do Hospital da Mulher Parteira Maria Correa. Os constantes desabastecimentos e atrasos de pagamentos (fornecedores, prestadores de serviço e aluguel), aliados a completa falta de diálogo com o corpo funcional, tornou-se rotina e a forma barata de matar por ‘inanição’ àquela unidade hospitalar.
Salta aos olhos a indiferença e descaso com que o Governo do Sr. Robinson Faria trata a saúde dos oestanos. Eleger a saúde como a vilã da crise pelo qual atravessa o estado é fugir com a responsabilidade que o cargo impõe, é atestar a incompetência de mau gestor.
O fechamento do Hospital da Mulher é mais um duro golpe na já, tão combalida saúde do RN – se já estava na UTI, agonizando, eis a pá de cal que faltava!
O argumento de que se trata de ‘cumprimento de ordem judicial’ não convence. É o mote de um enredo funesto e sórdido, é a desculpa esfarrapada de quem se esconde diante da incompetência e da má gestão. Vejamos:
Nesta terça-feira, dia 18, o governo solicitou mais sessenta dias para cumprir a Recomendação do Ministério Público Estadual para que o Governo do Estado promova adequação das despesas aos limites estabelecidos pela Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) para gastos com pessoal. Por essa recomendação o governo teria que reduzir em 20% (vinte por cento) dos cargos em comissão, contratos temporários e funções de confiança, dentre outras medidas. Por que não cortar onde se tem que cortar?! Por que a manutenção de cargos comissionados é mais importante que a saúde?!
Relatório da CGU (Controladoria Geral da União) aponta que o RN só utilizou 30% (trinta por cento) dos recursos destinados ao combate à dengue. Diante da grave epidemia que se abateu sobre o estado, cerca de um milhão e novecentos mil reais ficaram adormecidos na conta do estado.
O Ministério Público, Poder Judiciário, juntamente com a Comissão da Saúde da Assembleia Legislativa, em reunião no dia 19/10 manifestaram preocupação para a redução dos investimentos em saúde pelo governo do estado. A previsão constitucional de 12% (doze por cento) não será atingida este ano, ou seja, o governo gastou e gastará menos do que o mínimo previsto em lei neste ano.
Repudiamos, veementemente, o ato do Governo do Sr. Robinson Faria de fechar o Hospital da Mulher. A história o julgará por isso!
Por fim indagamos a sociedade norte rio-grandense: A quem interessa o fechamento do Hospital da Mulher?
Não morreremos calados!



quinta-feira, 22 de setembro de 2016

Robinson Faria ataca novamente o Hospital da Mulher



Na manhã desta quinta-feira 22/09, profissionais e mães protestaram contra o desabastecimento do Hospital da Mulher. O governo já cortou água, comida, material de limpeza básico. E agora, autoriza a retirada de equipamentos cirúrgicos, berços e leitos infantis. O governo Robinson já tentou fechar a unidade duas vezes ano passado, mas não conseguiu: foi barrado por pressão da sociedade e da resistência de funcionários e pacientes. Agora, o plano é outro: desmontar e desabastecer o Hospital, até não sobrar coisa alguma.

As trabalhadoras e trabalhadores da unidade, bem como as mães que são pacientes do Hospital, compareceram em peso para protestar contra o desmonte disfarçado pelo governo Robinson Faria. Este é o segundo hospital mossoroense que entrou na mira do governo Robinson: o Hospital da Polícia Militar teve suas portas fechadas no início deste ano.

        
Os governos e os parlamentares corruptos aumentam seus próprios salários à custa do suor do povo pobre e trabalhador. Enquanto isso, cortam verbas da saúde, educação e dos direitos do povo. É necessária a construção de uma greve geral que coloque pra Fora Temer, Robinson Faria e todos eles, convocando eleições gerais já, com novas regras. Só assim poderemos barrar esta onda de ataques contra a saúde pública e nossos direitos, derrubar o ajuste fiscal e mostrar um novo horizonte para a classe trabalhadora de todo o Brasil.



quarta-feira, 14 de setembro de 2016

Lixo hospitalar acumula no Tarcísio Maia

Sacos e mais sacos de lixo hospitalar se acumulam na área externa do Hospital Regional Tarcísio Maia. O mal cheiro se sente de longe. Há pelo menos duas semanas o lixo não é coletado. Dentre os resíduos, há material infectado, apresentando risco biológico, bem como instrumentos perfuro-cortantes. A aglomeração de lixo traz diversos riscos para os profissionais da saúde que lá trabalham, bem como para os usuários.
Esta situação já ocorreu em outros hospitais do estado, como no Ruy Pereira no mês passado. É reflexo do colapso financeiro promovido pelo governo Robinson, e do ajuste fiscal promovido pelo governo de Michel Temer. Com os cortes no orçamento e atrasos nos pagamentos, apenas a classe trabalhadora e o povo pobre pagam a conta dessa crise.
Exigimos que a direção do hospital e a SESAP tome providências pela retirada imediata do lixo hospitalar acumulado, bem como a regularização da coleta do mesmo.

terça-feira, 13 de setembro de 2016

Governo analisa demissão de 14 mil servidores estaduais

Governador Robinson Faria e o relator da Comissão Especial para corte de gastos, Cristiano Feitosa.
Fonte.


O governo Robinson faria instituiu uma Comissão Especial para apresentar, em 15 dias, uma série de medidas para cortar gastos com o funcionalismo público, reduzindo o número de servidores da ativa. A Comissão foi formada a partir do Decreto nº 26.344, publicado no Diário Oficial do Estado nesta sábado 10/09.

O relator da Comissão, Cristiano Feitosa, analisa o corte de 20% dos comissionados e a exoneração de cerca de 14 mil servidores – todos aqueles que ingressaram no serviço público estadual entre 1983 e 1988 estão ameaçados. 

O argumento utilizado é que o Estado estaria gastando demais e desrespeitando a Lei de Responsabilidade Fiscal. O que ocorre, na verdade, é que os governos veem os investimentos em sociais em saúde, educação e no serviço público como um gasto que deve ser cortado. Esta é lógica do ajuste fiscal e da Lei de Responsabilidade Fiscal, que quer fazer a classe trabalhadora pagar pela crise.

A “responsabilidade fiscal” não impediu que Robinson Faria tivesse o maior aumento de salário de governador do país,um aumento de 100%, passando a receber 22 mil reais por mês. Nem que os deputados tenham aumentado seu rendimento também no ano passado, passando a receber 25 mil reais. Enquanto isso, servidores recebem salários atrasados por mais de sete meses, e o serviço público vai de mal a pior.

Isto porque a Lei de Responsabilidade e o Ajuste Fiscal são farsas, que tem como intuito sangrar o pouco do orçamento do Estado que vai para os trabalhadores, em forma de serviço público e direitos sociais, para remeter cada vez mais para um pequeno grupo de políticos e grandes empresários, para seu favorecimento pessoal. É cada dia mais necessário a construção de uma greve geral, que pare o Rio Grande do Norte e todo o país, para botar pra Fora Temer, Robinson, e esse Congresso corrupto  – e convocar Eleições Gerais Já. Somente assim é possível barrar esta onda de ataques contra o povo pobre e trabalhador deste país.