sexta-feira, 18 de agosto de 2017

Direito de resposta da JMT à matéria do Sindsaúde sobre a demissão dos 55 tercerizados


Segue abaixo o direito de resposta requisitado pela Assessoria de Imprensa da JMT sobre a matéria publicada neste blog em referência à demissão em massa de terceirizadas(os) da saúde. Prezamos pelo debate democrático, razão pela qual publicamos a matéria. Esclarecemos que o Sindsaúde não afirmou que a JMT demitiu os trabalhadores em razão de repressão ao direito de greve - afirmação esta que não pode ser encontrada em nossa matéria, porém apenas na nota de repúdio abaixo publicada pela empresa.

Prezados,


Segue abaixo a nota de esclarecimento e pedimos a publicação como direito de resposta da JMT Service.

Nota de esclarecimento 

O Grupo JMT vem a público esclarecer as recentes declarações do Sindicato dos Servidores de Saúde de Mossoró (Sindsaúde/Mossoró) referentes à demissão de 55 funcionários terceirizados que atuavam nos hospitais Tarcísio Maia e Rafael Fernandes, em Mossoró. 
O desligamento se motivou pela redução do contrato 068, assinado em 2014, que a JMT Service tem com a Secretaria de Saúde Pública do Rio Grande do Norte (Sesap/RN). Os 55 funcionários atuavam no Hospital da Mulher, em Mossoró, mas devido à extinção das operacionalidades, os servidores foram remanejados para os hospitais Tarcísio Maia e Rafael Fernandes. 
Constatando que não havia a necessidade de colaboradores extras nos referidos locais, a Sesap/RN optou por reduzir contratualmente o numero de funcionários dos serviços da JMT Service. Portanto, a empresa não poderia manter os empregados sem receber contratualmente por eles. 
A JMT Service repudia veementemente as afirmações do Sindsaúde/Mossoró de que a empresa demitiu os colaboradores como forma de repressão por ameaças em relação ao direito de greve. A organização garante que jamais teve o comportamento de perseguição de empregados, o que deve ser provado por meio de processo judicial que a empresa pode mover contra o Sindsaúde/Mossoró pelas declarações caluniosas.

quarta-feira, 16 de agosto de 2017

Servidores estaduais realizam protesto 'Fora Robinson' em inauguração no Shopping Popular



Na manhã desta quarta-feira 16 de agosto servidores públicos estaduais, junto do Sindsaúde Mossoró, Sinai-RN e Sindprevs Mossoró, promoveram ato público no Shopping Popular Quatro Estações, em Mossoró - RN. Robinson Faria deveria estar participando do evento, porém desmarcou sua agenda após a busca e apreensão realizada pela Polícia Federal em sua residência e o anúncio de que o funcionalismo público organizava um Protesto de recepção ao governador. Na ocasião, trabalhadoras e trabalhadores da saúde pública e da administração indireta relembraram o fechamento dos dois hospitais regionais na cidade, no ano passado, protestaram contra a retirada dos direitos dos aposentados e reivindicaram o pagamento dos salários do funcionalismo em dia, que já acumula mais de um mês de atraso.



Confira o vídeo do ato:




sexta-feira, 11 de agosto de 2017

Sindsaúde demonstra preocupação com demissão de 55 terceirizados da saúde em Mossoró

Trabalhadores da JMT tem que se unir para reverter a demissão coletiva (foto: Greve da JMT em 2015)

Nesta semana foi anunciada a demissão de 55 (cinquenta e cinco) trabalhadoras e trabalhadores da JMT – empresa terceirizada que fornece limpeza, manutenção e serviços gerais para os hospitais públicos do RN.  Os cargos dispensados estão localizados sobretudo no Hospital Tarcísio Maia e o Hospital Rafael Fernandes, em Mossoró/RN. A demissão tende a aprofundar o caos no Sistema Único de Saúde em Mossoró e região, além de ser mais uma ocasião na qual os efeitos da crise recaem sobre a classe trabalhadora.

As demissões envolvem sobretudo trabalhadores da JMT remanejados do antigo Hospital da Mulher (fechado em 2016). A patronal aproveita a demissão em massa para “castigar” os servidores que porventura tem ações judiciais contra a empresa, dentre outros critérios arbitrários.  O episódio demonstra a fragilidade das relações terceirizadas de trabalho, nas quais a trabalhadora e o trabalhador estão propensos a perder seus empregos repentinamente e por motivos injustos.

Neste sentido, repudiamos a demissão em massa de terceirizados da saúde nos hospitais públicos do RN. As trabalhadoras e trabalhadores precisam se unir e lutar por nenhum emprego a menos. Os hospitais já estão no limite, e demitir terceirizados da saúde neste momento de calamidade pública só vai alimentar o caos nos hospitais e a sobrecarga de trabalho. Resistir contra as demissões dos terceirizados é lutar em defesa do emprego e em defesa do Sistema Único de Saúde. 


segunda-feira, 7 de agosto de 2017

Nota de apoio à chapa "Sindicato é pra lutar" nas eleições sindicais da ADUERN


O Sindsaúde Mossoró vem, através desta nota, expressar apoio à chapa “SINDICATO É PRA LUTAR” - concorrente às eleições sindicais da ADUERN. A UERN precisa de um sindicato de luta e independente dos governos e gestões. A chapa SINDICATO É PARA LUTAR demonstra esse perfil militante e autônomo, necessário em uma conjuntura marcada por grandes ataques dos governos de plantão.

Uma trajetória de lutas e resistência
Os laços dos servidores da saúde e dos docentes da UERN vem de uma trajetória de lutas e resistência contra os desmandos do governo do Estado e também contra as reformas antipopulares promovidas pelo governo Temer. Construímos junto da ADUERN grandes mobilizações sociais de Mossoró - como a histórica passeata contra as Reformas da Previdência e Trabalhista, parte da Greve Geral no dia 28 de Abril – e a Caravana do Oeste potiguar para ocupar Brasília contra as reformas no dia 24 de Maio. Além disso, integrantes da chapa, como a presidenciável Rivânia Moura, estão lado-a-lado conosco no Fórum dos Servidores do Oeste Potiguar: importante espaço de rearticulação do movimento sindical e social independente em Mossoró e região, que demonstrou sua importância nas Campanhas contra as Reformas anti-povo propostas pelo governo Temer.

Sindicato é pra lutar!
Neste sentido, apoiamos a chapa SINDICATO É PARA LUTAR: por uma ADUERN de lutas e independente dos governos e administrações da universidade. Chamamos os companheiros, também, a fortalecer a CSP-CONLUTAS em Mossoró, enquanto alternativa de construção de um movimento sindical combativo e independente que esteja à altura dos atuais desafios da classe trabalhadora brasileiras.

segunda-feira, 24 de julho de 2017

Confira as fotos do Arraiá & Posse da nova direção do Sindsaúde Mossoró



Na tarde deste domingo 23 de julho ocorreu o tradicional Arraiá do Sindsaúde Mossoró no Clube da Caixa. Na ocasião, também foi empossada a nova diretoria regional, eleita para o triênio 2017-2020. A confraternização foi bastante animada: teve seresta, quadrilha junina improvisada, piscina, espaço para crianças, serviço de open bar e rodízio de churrasco.  O evento contou com a presença de mais de 500 pessoas, dentre profissionais da saúde associados e seus convidados - além de sindicalistas do Fórum dos Servidores do Oeste Potiguar.

Sindsaúde Mossoró: o sindicato das lutas e também da cultura e lazer!

Acesse aqui o álbum de fotos evento, registrado pela Assessoria de Comunicação do Sindsaúde Mossoró:

sexta-feira, 21 de julho de 2017

Após protesto contra fechamento, Robinson demite diretor do Hospital de Apodi

Protesto contra fechamento do Hospital de Apodi levou cerca de sete mil pessoas às ruas

A edição do dia 21 de julho de 2017 do Diário Oficial do Estado do RN traz uma primeira resposta do governador frente à manifestação contra o fechamento do Hospital Hélio Morais Marinho – que levou cerca de sete mil pessoas às ruas de Apodi. Robinson resolveu exonerar o diretor geral da unidade, o bioquímico Leandro Diógenes Ferreira Maia. É importante apontar que a direção do Hospital de Apodi, bem como seus servidores, estiveram unidos em defesa da unidade. A medida de Robinson Faria tem um claro caráter antidemocrático e de repressão política.

A medida ganhou ampla repercussão na imprensa e aprofunda a crise política do governo Robinson. Apodienses protestaram contra a medida clamando “Não à Repressão”, “Não ao Fechamento” e “Não à TAC 138”. Apesar das declarações do Governador de que “não fechará hospitais” – é interessante reparar que o Governo não indicou qualquer substituto para o cargo de direção geral do Hospital Regional de Apodi. Demonstrando, portanto, desinteresse administrativo em manter a unidade.

O Sindsaúde/RN repudia a exoneração do diretor geral do Hospital de Apodi. A direção, neste caso, esteve cumprindo seu papel: de defender a manutenção da unidade e a dignidade para servidores e usuários do SUS. Ao insistir na política neoliberal de sucateamento, fechamento e privatização - Robinson está dando as costas à população do interior do Rio Grande do Norte. Seguiremos lutando lado-a-lado com todas e todos que tomarem as ruas contra a TAC 138 e em defesa dos hospitais regionais. Nenhum hospital a menos! Nenhum serviço a menos! 

Apodienses perceberam a manobra: exoneração do diretor do Hospital de Apodi aprofunda crise política do governo Robinson

quinta-feira, 20 de julho de 2017

Caraúbas: populares tomam as ruas contra fechamento dos hospitais regionais



Na manhã desta quinta-feira 20 de julho trabalhadoras, trabalhadores, estudantes e representantes da classe política marcharam pelas ruas do Centro de Caraúbas contra o fechamento dos Hospitais Regionais.  O ato é parte de uma onda de protestos contra o TAC 138 – acordo celebrado entre Governo, Ministério Público e Procuradoria do Estado – que ameaça de fechamento ou municipalização sete hospitais regionais no interior do Rio Grande do Norte. Ocorreram grandes manifestações de rua nas cidades de Angicos, Apodi, Canguaretama e Caraúbas.

O ato teve concentração em frente ao Hospital Dr. Aguinaldo Pereira e seguiu pelas principais vias da cidade, terminando em frente à prefeitura – onde houveram falas de trabalhadores, sindicalistas e vereadores da oposição. Apesar da Prefeitura estar do lado do Governo Robinson, e tentado minimizar a ameaça de fechamento, a população caraubense se preveniu e tomou as ruas em defesa dos hospitais regionais.

O anúncio do teor do Termo de Ajustamento de Conduta nº 138 inflamou a política estadual, levando milhares de pessoas às ruas nos municípios afetados. As declarações do Governador estão desacreditadas perante a população. Atendendo o chamado das ruas, o Sindsaúde reinvindica ao governo Robinson: Nenhum Hospital a Menos! Deixando claro quemunicipalização não é a solução, e que os hospitais regionais realmente precisam de mais investimentos para abastecer equipamentos e material hospitalar carente, bem como a realização de concurso público para suprir o déficit estadual de servidores da saúde. E para demonstrar o compromisso com a saúde pública, que o Governo assine uma nova TAC comprometendo-se a parar desde já a política de fechamento de unidades, garantindo nenhum serviço a menos para os hospitais públicos estaduais.

quarta-feira, 19 de julho de 2017

Apodi: multidão protesta contra fechamento dos hospitais regionais



Na manhã desta terça-feira 18/07 cerca de sete mil pessoas tomaram as ruas de Apodi em uma grande manifestação contra o fechamento dos hospitais regionais. Ocorreram paralisações em todas as escolas públicas, na saúde, nos prédios públicos em geral, com os trabalhadores rurais e também no Comércio. O ato é parte de uma onda de protestos contra o TAC 138 – acordo celebrado entre Governo, Ministério Público e Procuradoria do Estado – que ameaça de fechamento ou municipalização sete hospitais regionais no interior do Rio Grande do Norte.

A passeata em defesa do Hospital Regional Hélio Morais Marinho já entrou para a história de Apodi como uma das maiores manifestações populares que já ocorreram na cidade. Além da quantidade de participantes, também é de se destacar a unidade entre mais de 20 (vinte)entidades as quais emitiram nota de repúdio ao TAC 138 e também mobilizaram para o protesto: reunindo sindicatos, direções do Hospital e do IFRN, OAB, CDL, além das Câmaras de Vereadores e Prefeituras de Apodi, Felipe Guerra, Itaú, Rodolfo Fernandes, Severiano Melo.

O anúncio do teor do Termo de Ajustamento de Conduta nº 138 inflamou a política estadual, levando milhares de pessoas às ruas nos municípios afetados. As declarações do Governador estão desacreditadas perante a população. Atendendo o chamado das ruas, o Sindsaúde reinvindica ao governo Robinson: Nenhum Hospital a Menos! Deixando claro que municipalização não é a solução, e que os hospitais regionais realmente precisam de mais investimentos para abastecer equipamentos e material hospitalar carente, bem como a realização de concurso público para suprir o déficit estadual de servidores da saúde. E para demonstrar o compromisso com a saúde pública, que o Governo assine uma nova TAC comprometendo-se a parar desde já a política de fechamento de unidades, garantindo nenhum serviço a menos para os hospitais públicos estaduais.

terça-feira, 18 de julho de 2017

Municipalização não é solução

Protesto contra o fechamento dos Hospitais Regionais em Angicos: as crianças lembraram que fechamento de hospitais não foi uma promessa de campanha do atual governador Robinson Faria


A revelação do teor do Termo de Ajustamento de Conduta nº 138 incendiou o cenário político estadual. Frente à ameaça real de fechamento de seus hospitais regionais, populações dos municípios afetados logo passaram a organizar grandes manifestações de rua contra o fechamento destes. O Governo Robinson já está sentindo a pressão popular e tenta desmobilizar a onda de protestos: “O TAC não determina o fechamento, mas um estudo de redefinição de perfil das unidades”. Por um lado, as “palavras ao vento” do governador estão desacreditadas perante a sociedade potiguar, que assistiu ao fechamento de dois hospitais públicos por este mesmo governo no ano passado. Por outro lado, a alternativa de municipalização também não pode ser solução: a conversão das unidades hospitalares em UPA ou UBS também significa condenar os hospitais regionais e restringir o acesso à saúde da população.

Em defesa dos hospitais regionais: nenhum serviço a menos.
Apesar das declarações recentes do governador, a TAC 138 fala expressamente em implementar um “cronograma dedesativação dos hospitais regionais [..] em prazo não superior a 120 dias”, dando como única alternativa a “transferência da estrutura física das unidades desativadas para entes municipais” para “conversão em Unidades de Pronto-atendimento, UBS – Unidade Básica de Saúde, Sala de Estabilização ou outro formato adequado”.  A permanência dos serviços hospitalares, que são de responsabilidade do Governo do Estado, está de fato ameaçada de fechamento em sete municípios do interior do RN.
O Sindsaúde é a favor da ampliação da rede do Sistema Único de Saúde. Todavia, não é preciso fechar hospitais regionais para abrir UBS ou UPAs. Nestes termos, não estamos falando de ampliação, mas de um retrocesso – do fechamento de serviços hospitalares e do desperdício de leitos que poderiam servir à população. Além disso, os municípios são entes federados com muito menos recursos que o estado – não tem capacidade orçamentária de custear a estrutura dos hospitais do estado. Não é por acaso que diversas prefeituras e também Câmaras Municipais estão engajadas na luta contra o fechamento dos hospitais regionais.

Ao invés de fechar hospitais ou entregá-los aos municípios, por que o próprio Estado não garante mais investimentos para abastecer os hospitais regionais? Afinal, para equipar e fazer funcionar um hospital público não tem segredo. Basta ter vontade política, ter compromisso com a população e com as próprias promessas da campanha eleitoral. O que os hospitais precisam é de suprir as carências de equipamentos médico-hospitalares e material de expediente faltante, além de um concurso público para superar a sobrecarga de trabalho e o déficit estadual de servidores da saúde.

Neste sentido, o Sindsaúde continuará tomando as ruas por “nenhum hospital a menos” e também “nenhum serviço a menos”, afirmando que municipalização não é solução, mas sim um plano de estruturação e de mais investimentos nos hospitais regionais por parte do Governo do Estado.

sexta-feira, 14 de julho de 2017

Angicos: manifestação toma ruas do centro contra fechamento dos hospitais regionais



Na manhã desta quarta-feira 14 de julho, cerca de mil trabalhadores e estudantes de Angicos tomaram as principais ruas do centro em manifestação contra o fechamento dos hospitais regionais no interior do Rio Grande do Norte. O ato saiu da Praça da Igreja São José e terminou com um abraço coletivo no Hospital Regional de Angicos. Participaram do movimento sindicalistas, estudantes, lideranças religiosas, jornalistas, representantes da Prefeitura e da Câmara dos Vereadores de Angicos, assim como a população em geral.

O ato público ocorre em meio a uma onda de protestos contra a TAC 138 – acordo firmado entre o Governo Robinson e o Ministério Público que pode fechar até sete hospitais públicos no interior do estado - levando a população dos municípios afetados a tomar as ruas contra o governo. Nesta mesma semana, ocorreram atos públicos sobre o mesmo motivo em Apodi, Caraúbas e Canguaretama. Na próxima semana a luta continua, com a população de Apodi e Caraúbas também organizando grandes passeatas em defesa dos hospitais regionais.

O Governo do estado impõe duas saídas para os hospitais públicos do interior do RN: ou o fechamento, ou a municipalização. Não é por acaso que diversas prefeituras municipais já se posicionaram contrários aos termos da TAC: os municípios são entes federados com menor orçamento que o estado, por conseguinte não sendo capazes de assumir hospitais estaduais. Neste sentido, o Sindsaúde está em luta por nenhum hospital a menos, declarando que municipalização não é a solução, e sim que precisamos de um plano de estruturação e mais investimentos para abastecer materiais e equipamentos faltantes, além de um concurso público para suprir o déficit estadual de servidores da saúde.

Confira o vídeo da manifestação em movimento:



Veja aqui o álbum de fotografias do protesto:

quarta-feira, 12 de julho de 2017

Caraúbas: servidores da saúde e população organizam manifestação contra fechamento dos hospitais regionais



Na manhã desta quarta-feira 12 de julho ocorreu um ato público contra o fechamento dos hospitais regionais no RN. O protesto foi em frente ao Hospital Regional Dr. Aguinaldo Pereira, e contou com a presença de servidores da saúde, populares e representantes da classe política local. A população, por sua vez, já está mobilizando uma grande passeata para tomar as ruas de Caraúbas contra o fechamento de seu hospital público – na quinta-fera 20/07 a partir das 08h.

O protesto ocorre em meio a uma onda de manifestações após a divulgação do TAC nº 138/2017 – acordo entre o Governo Robinson e o Ministério Público que possibilita o fechamento de sete hospitais regionais no interior do Rio Grande do Norte. O anúncio do fechamento conjunto está sendo rechaçado pela população dos municípios afetados. Em Apodi e Caraúbas, o Sindsaúde promoveu atos públicos em frente ao Hospital, e as populações destes municípios já estão mobilizando grandes passeatas para tomar as ruas contra o fechamento dos hospitais regionais.

A pressão social já fez o governo mudar o discurso e afirmar que “não fechará qualquer hospital”. Não podemos esquecer que Robinson também garantiu até o fim que não fecharia o Hospital da Mulher – mas fechou. Além disso, a alternativa de municipalização proposta pelo Governo mediante a TAC também significa condenar os hospitais regionais e o direito à saúde do povo pobre. Os municípios são entes federados com menos recursos que o Estado – que detém realmente a responsabilidade de custear os hospitais públicos de nível regional.

O Sindsaúde Mossoró está em luta contra qualquer fechamento de unidade de saúde e quaisquer medidas que envolvam cortes de gastos em saúde e demais investimentos sociais. Municipalização não é a solução para os hospitais: precisamos de um plano de reestruturação e investimentos para os hospitais regionais, com um levantamento de todas as necessidades e carências, suprir materiais e equipamentos faltantes, e realizar um novo concurso público para compensar o déficit estadual de servidores.

terça-feira, 11 de julho de 2017

Apodi: Sindsaúde promove ato contra fechamento do Hospital, população organiza passeata



Na manhã desta terça-feira 11 de julho ocorreu uma manifestação espontânea em frente ao Hospital Hélio Morais Marinho. Trabalhadoras e trabalhadores da saúde, estudantes e populares se reuniram em protesto contra o fechamento do hospital regional de Apodi e contra a TAC 138/2017 – acordo do governo Robinson com o Ministério Público que prevê o fechamento de sete hospitais públicos no interior do RN em até 120 dias.

O ato foi apenas um ensaio, e a população de Apodi já prepara uma grande passeata unificando trabalhadores e estudantes para esta quarta-feira, com concentração em frente ao Hospital de Apodi a partir das 09h.

Seguir na luta em defesa dos hospitais regionais

Robinson Faria ficará lembrado para a história como o governo que mais atacou e fechou os hospitais públicos no Rio Grande do Norte. Ele nunca escondeu suas intenções: dos 23 hospitais regionais, o governo só teria intenção de manter oito. Não bastando o fechamento do Hospital da Polícia e Hospital da Mulher em Mossoró no ano passado; o governo busca amparo no Judiciário para programar um “cronograma de desativação” para fechar os  hospitais regionais de Acari, Angicos, Apodi, Canguaretama, Caraúbas, João Câmara e São Paulo do Potengi .

O Sindsaúde é contrário a quaisquer medidas que expressem cortes na saúde pública e nos investimentos sociais. Rejeitamos quaisquer medidas neoliberais de sucateamento, fechamento e privatização do serviço público. Somos a favor da ampliação do Sistema Único de Saúde 100% estatal e gratuito, e estaremos em luta permanente contra o fechamento dos hospitais regionais e quaisquer outros retrocessos implementados pelos governos de plantão.

Abaixo a TAC 138/2017!
Contra o fechamento dos hospitais regionais: nenhum hospital a menos!
Fora Robinson! Fora Temer! Fora Todos Eles!


Veja as fotos do protesto: