quarta-feira, 13 de março de 2019

Nota do Sindsaúde contra reiteradas ameaças e perseguição aos grevistas do HRTM



A direção do Hospital Tarcísio Maia segue em sua “caça às bruxas” contra os grevistas. Começou com ameaças do diretor e ex-sindicalista Valmir Alves, que tentava intimidar os grevistas visitando os setores de trabalho onde se concentravam profissionais que aderiram à greve. Agora, setores da enfermagem, em conjunto com a direção, estão partindo das palavras às ações, e além de ameaçar com faltas, estão editando ocorrências contra participantes do movimento paredista.


A ocorrência assinada pela enfermeira Mirella Carla, que teve seu teor vazado e amplamente discutido nos grupos de Whatsapp que reúnem profissionais da saúde, é prova disso, e chegou ao conhecimento do sindicato. A ocorrência narra uma ocasião em que um técnico de enfermagem que afirmava estar participando da greve mediante a escala de revezamento é ameaçado de falta (“caso ele não queira voltar para o setor, ele ficaria com falta”). O servidor ainda veio a ser intimidado em seu direito de greve, sendo levado pela enfermeira à sala de direção para prestar satisfações perante o diretor Dr. Eliézer.



A repressão a servidores grevistas está sendo recorrente no interior do Hospital Tarcísio Maia: a maioria das(os) ativistas estão sendo ameçados de falta e já foram intimidados pela direção do hospital – esta situação é similar em outros hospitais regionais. Mais preocupante ainda é a discussão sobre a legitimidade da greve, levantada na ocorrência. No documento, registram-se, a nosso ver, várias inverdades sobre a Greve da Saúde deflagrada no dia 05 de fevereiro:

  1. “ninguém tinha ciência desse assunto [...] não tinha nada formalizado (sobre) a greve”: a greve foi deliberada por ampla maioria de servidoras e servidores da saúde presentes em assembleia soberana, marcada com a pauta específica sobre a greve. Foi dada ampla publicidade à greve, seguindo todos os trâmites legais, tais como notificação com antecedência mínima de 48 horas, publicação na imprensa estadual, dentre outras.
  2.  não tinha nada oficializado sobre a greve”: De acordo com o narrado ao fim da ocorrência, quando o servidor foi levado à sala da direção, Dr. Eliézer repercutiu a opinião da enfermeira, de que não reconhece greve da saúde como legítima.
  3. quem organiza é o sindicato, não o hospital [...] deveria ter um comando de greve no hospital”:As greves não são do sindicato, mas da categoria de trabalhadoras e trabalhadores da saúde. É fundamental que a própria base assuma o comando da greve. Foi o que ocorreu, desde o início, no interior do HRTM.  Importante relembrar que tanto a escala de revezamento de greve, quanto a questão do comando de greve, foram tratadas e aprovadas em reuniões dos grevistas que ocorreram no próprio Hospital Tarcísio Maia.

Por fim, afirmamos que é preocupante o nível de repressão e perseguição às trabalhadoras e trabalhadoras no HRTM e nos demais hospitais regionais. Nós – sindicato, servidoras e servidores- exigimos, apenas, o cumprimento da lei: o respeito ao direito de greve e o pagamento dos salários atrasados.


O Sindsaúde/RN tomará as medidas judiciais e políticas cabíveis para confrontar qualquer tipo de perseguição aos ativistas no interior dos hospitais públicos do Rio Grande do Norte, até que a governadora apresente um real compromisso no que diz respeito ao pagamento dos nossos salários atrasados.


 Enfermagem e direção do HRTM ameaçam e editam ocorrências contra grevistas


sexta-feira, 15 de fevereiro de 2019

Nova direção do Sindsaúde-RN é empossada



No dia 15 de fevereiro, na sede do Sindsaúde-RN, na Cidade Alta, Natal-RN, foi empossada a nova diretoria estadual do Sindicato dos Servidores da Saúde do Rio Grande do Norte.
A solenidade contou com a participação do coral "Saúde em Canto", que entoou belas canções da música popular brasileira, bem como um coquetel para os(as) ativistas da categoria da saúde.


A nova diretoria do Sindsaúde é empossada em meio à greve estadual da saúde, e deverá enfrentar grandes desafios, tais como encampar a luta do funcionalismo público estadual em defesa do pagamento dos salários atrasados.

Sindsaúde promove assembleia para eleger comissão de greve no Hospital Tarcísio Maia



Após diversos relatos de perseguição política aos ativistas, o Sindsaúde/RN promoveu uma assembleia dos grevistas no Hospital Regional Tarcísio Maia na tarde desta última quarta-feira 13/02. Na ocasião, foi eleita uma comissão de greve, que agirá comandando a greve de forma autônoma à direção do sindicato.

A eleição da comissão de greve demonstra que o movimento paredista brota desde a base, que assume o comando a partir de então, contando sempre com o apoio patrimonial e político da direção do Sindsaúde. Além disso, a comissão de greve impede que servidores(as) individualmente sejam responsabilizados(as) – preocupação esta que se expressou em diversas falas no decorrer da assembleia.

Além disso, os grevistas aprovaram fortalecer a parada no Hospital Regional de Assú através de uma caravana. O ato em Assú está marcado para a terça-feira 19/02, as 10h, após deliberação em assembleia dos profissionais do Hospital Regional Dr. Nelson Inácio dos Santos.

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2019

Profissionais do Hospital de Assú deliberam parada na terça 19/02



Na manhã desta terca-feira 13 de fevereiro o Sindsaúde/RN promoveu assembleia junto aos servidores e servidoras do Hospital Regional Dr. Nelson Inácio dos Santos, em Assú-RN.

Na ocasião,  após alguns informes, discutiu-se a adesão do Hospital de Assú ao movimento grevista. Iniciou-se um debate entre as pessoas presentes, quando foram expostas as diferentes opiniões no interior da categoria: adesão imediata à greve ou discutir a participação  após um prazo de 90 (noventa) dias contados da posse do governo.

João Morais e Jussirene, que estiveram presentes pela direção do Sindsaúde Mossoró, buscaram mediar a divergência, apresentando a proposta de um ato-assembleia na terça-feira 19 de fevereiro, na porta do Hospital Regional de Assú, a partir das 9h, para que na ocasião seja deliberada a adesão à uma escala de greve. A proposta foi aprovada por unanimidade entre as pessoas presentes.


terça-feira, 12 de fevereiro de 2019

Exames de Chagas, Dengue, PSA e Rubéola estão paralisados no LAREM


Na manhã desta terça-feira 12 de fevereiro o Sindsaúde/RN, através de seu coordenador estadual João Morais, reuniu-se com servidoras e servidores do Laboratório Regional de Mossoró (LAREM). Na ocasião, ao discutir sobre o movimento paredista aprovado no último 22 de janeiro em assembléia no SINPOL-RN, profissionais da unidade relataram ao sindicato o estado de uma "greve espontânea" decorrente da falta de condições de trabalho: o laboratório já não está realizando exames de doença de Chagas, Dengue, PSA e Rubéola por falta de reagentes.
Por conta do descaso de governos, a população carente de Mossoró e região sofre com a redução de atendimentos e exames essenciais. Neste caso, a redução de atendimentos foi promovido pelo próprio governo.

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2019

Ex-sindicalista, Valmir Alves é acusado de reprimir grevistas no Hospital Tarcísio Maia




O Sindsaúde Mossoró está recebendo numerosas denúncias de profissionais do Hospital Regional Tarcísio Maia relatando repressão ao direito de greve no interior da unidade. Relatou-se que Valmir Alves – diretor do HRTM nomeado pelo governo Fátima (PT) – visitou o Repouso Feminino, ocasião em que afirmou que “quem estiver participando do revezamento (escala de greve) vai ficar com falta”.
De acordo com as denúncias recebidas, na mesma ocasião, Valmir ameaçou que caso a greve continuasse “alguém iria responder, ou vocês, ou o sindicato”.

A postura do diretor gerou revolta entre os servidores e servidoras que estão participando da greve. Isto porque Valmir Alves possui longo histórico como sindicalista, sendo diretor do SECOM por anos, inclusive já participando de mobilizações junto ao Sindsaúde/RN em outras ocasiões.

O Sindsaúde Mossoró afirma que é descabida qualquer ameaça ao direito de greve - previsto na Constituição Federal em seu artigo 9º - por parte da direção do Tarcísio Maia. Mais grave ainda se esta perseguição partir por parte de lideranças históricas do Partido dos Trabalhadores (PT), conhecidas pelo seu histórico sindicalista. Afirmamos que a greve é legal, justa, e está respeitando os 30% exigíveis para manutenção do serviço essencial. Lutamos para receber salários atrasados, por um trabalho que foi desempenhado não para governo A ou B, mas em prol da população do Rio Grande do Norte.
Exigimos o fim de todo tipo de perseguição aos grevistas. Não à repressão!

Técnicos do HRTM denunciam perseguição em grupo interno

Servidores e servidoras do HRTM denunciam postura repressiva da direção