quarta-feira, 14 de agosto de 2013

Vídeo: Fora, Rosalba em Mossoró!

Em greve, servidores estaduais da saúde protestam em Mossoró


Fonte: Sindsaúde/RN

Deu na Imprensa: Greve Estadual da Saúde em Mossoró

Servidores da Saúde fazem protesto e pedem a saída de Rosalba

Percorrendo as ruas de Mossoró com faixas de protesto, os servidores da rede estadual de saúde usaram a sátira para criticar o governo Rosalba Ciarlini. A manifestação partiu do Hospital Regional Rafael Fernandes, às 10h, em direção ao Centro de Mossoró. Uma boneca gigante batizada de "Roubalda" chamava a atenção pelas ruas.

O protesto foi organizado pelo Sindicato dos Trabalhadores em Saúde do RN (SINDISAÚDE/RN). Os manifestantes pedem a saída da governadora Rosalba Ciarlini.

Iniciada no dia 1º de agosto, a greve dos trabalhadores da saúde está em fase de adesão entre os cerca de 3.500 servidores que atuam em Mossoró. As negociações com o Governo do Estado não avançaram.



Fonte: Gazeta do Oeste – 13/08/2013

sábado, 10 de agosto de 2013

Continua a luta

Em assembleia, servidores da saúde decidem manter a greve e apresentam contra-proposta ao governo

Decisão de manter a greve foi unânime. Servidores reafirmaram a pauta de reivindicações e apresentaram cinco pontos para discutir a suspensão da greve.

Cerca de 400 servidores da saúde aprovaram a continuidade da greve estadual da saúde, que completa oito dias. Eles farão uma caravana à Mossoró, na terça-feira, para paralisar as atividades no Hospital Tarcísio Maia e aprovaram uma passeata unificada com os policiais civis e os professores, para o final da semana que vem, até a Governadoria.

Os servidores responderam ao pedido de suspensão da greve, feito pelo governo estadual, com uma contra-proposta. “O governo nos ofereceu a devolução do que nos havia tirado em julho. Mas nós não entramos em greve por isso. Isso nem estava na pauta. É obrigação.” afirma Simone Dutra, coordenadora-geral do Sindsaúde-RN.

Além desta devolução prevista para agosto, o governo ofereceu uma comissão para “avaliar e corrigir distorções” do Plano de Cargos, em 45 dias. “Essa comissão é importante, mas não dá pra sair da greve com isso. Até porque durante três meses eles não nos receberam. A negociação só ocorreu depois que a greve começou”, afirma Simone Dutra.

Os servidores apresentaram uma contra-proposta, com cinco pontos para cumprimento imediato, enquanto se negocia a pauta completa. Eles exigem devolução imediata do que foi tomado em julho; aplicação da tabela salarial calculada pelo DIEESE; Pagamento dos 22% aos aposentados, como os demais; convocação imediata de 380 concursados e manutenção da comissão criada para rever o PCCR.

O Sindicato vai comunicar ao governo a decisão. “Esperamos que atenda a estes pontos. Além do salário, estamos exigindo a convocação dos concursados. Não dá pra ficar com um técnico de enfermagem cuidando de 17 pessoas. Isso é assim todos os dias, não só na greve”, afirma Simone.

Na quinta, dia 15, está marcada a primeira reunião da comissão de revisão do Plano de Cargos.

Contra-proposta

1. Que o governo aplique corretamente a Lei Nº 333/06, do Plano de Cargos e Salários, assumindo a tabela apresentada pelo Dieese e o Sindsaúde
2 - Abertura de uma folha suplementar para devolução imediata dos descontos indevidos feitos em julho e a incorporação das gratificações ao salário-base, que não ocorreram como manda a Lei 475.
3 - Pagamento dos 22% aos aposentados, como os demais servidores receberam em 2011
4 - Convocação imediata de 380 concursados (20% do déficit)
5 - Manutenção da comissão de revisão do PCCR e publicação da portaria no Diário Oficial

PAUTA COMPLETA DA CAMPANHA SALARIAL 2013

O que vai ser negociado na comissão

1 Cumprimento da Lei 333 do PCCR:
a. Garantia do internível de 3% em todas as tabelas salariais;
b. Extensão do salário base a partir de julho para os servidores municipalizados;
c. Pagamento de 22% na Jornada Especial e na GAE para os aposentados, retroativo a setembro de 2012;
d. Publicação da mudança de nível de cerca de 100 servidores referentes a 2011;
2. Antecipação dos 25% de incorporação da Jornada Especial e da GAE de fevereiro de 2014 para novembro de 2013;
3. Incorporação dos 50% restantes das gratificações no salário base em março de 2014;
4. Revisão do PCCR
a. Isonomia salarial com servidores do SUS no RN (Natal e hospitais universitários);
b. Implantação da tabela de qualificação;
c. Estabelecimento de uma data-base para reajuste salarial;
d. Garantia da Jornada Especial e da GAE para os servidores dos hospitais municipalizados;
e. Criação do 17º nível;
6: Ampliação do Auxílio transporte

O que está sendo discutido com a Sesap

5. Reativação da comissão de revisão da lei da Gratificação de Produtividade
7: Insalubridade
8: Pauta específica dos técnicos de radiologia
9: Edifício da SESAP
10: Creche
11: Eleições para o cargo de diretores de unidade de saúde
12: Levantamento do déficit
13: Convocação de concursados e concurso público.
14: Não municipalizar o Centro de Saúde Reprodutiva
15: Estadualização dos hospitais regionais de Santa Cruz e Currais Novos
16: Estatização do Hospital da Mulher em Mossoró:
17: Não à Parceria Público Privada no Hospital de Trauma
18: Contra fechamento da pediatria do Hospital Santa Catarina
19: Reestruturação dos hospitais regio-nais para combater a superlotação dos hospitais e maternidade

Fonte: Sindsaúde/RN Estadual

segunda-feira, 5 de agosto de 2013

Greve Estadual da Saúde

Resposta à governadora Rosalba Ciarlini

Depois de mais de dois meses sem receber os servidores, governadora vem pedir que trabalhadores "encerrem a greve".

Em entrevista à InterTV Cabugi, na manhã desta segunda-feira, 5 de agosto, a governadora Rosalba Ciarlini se dirigiu aos servidores da saúde e pediu que estes encerrem a greve, iniciada no dia 1º, e retornem ao trabalho. A governadora apelou “ao espírito humanitário” dos servidores e sugeriu uma “negociação sem greve”.

O Sindsaúde-RN vem a público esclarecer que:

1. A crise na saúde do RN não é culpa dos servidores e muito menos da sua greve. A própria reportagem da emissora exibiu o caos na saúde pública e reclamações de usuários, como falta de lençóis, de esparadrapos, de leitos e de atendimento.

A verdade é que o governo já faz todos os dias uma greve na saúde, um boicote criminoso contra a população. Boicote esse que começa com a falta de 1.859 servidores na saúde do estado e de 600 médicos e que provoca mais de 200 mortes todo mês, só no Walfredo Gurgel.

2. O governo não negociou até agora. A governadora convoca os servidores a “negociarem sem greve”. Essa súbita disposição de negociação da governadora é no mínimo duvidosa. Durante mais de dois meses, nosso sindicato tentou em vão uma negociação com a Secretaria de Administração, que chegou a dizer que “não tinha agenda” para receber os servidores.

Caso a governadora tivesse o “espírito humanitário” que agora nos pede, teria nos recebido e negociado, para evitar a greve. A reunião só foi marcada após a greve e uma grande passeata com a ocupação da secretaria, mostrando que esse é o caminho para conquistar nossos direitos.

3. Na entrevista, a governadora, sobre a crise com o Tribunal de Justiça, afirmou que a lei “não se discute, se cumpre”. Sendo assim, não entendemos porque não cumpre a Lei Complementar 475, do Plano de Cargos? A lei não vale para os servidores? A lei só vale para os fornecedores e para a Fifa?

4. A greve é um direito dos trabalhadores. Temos cumprido o que determina a lei, mantendo os 30% dos servidores do estado trabalhando e o atendimento de emergência.

Sendo assim, os servidores da saúde continuarão em greve.

Todos os dias colocamos em prática o nosso espírito humanitário, trabalhando em cenários de guerra, sem as menores condições, em longas jornadas e com muitos de nós recebendo salário-mínimo.

Repudiamos a tentativa da governadora de colocar a população contra a greve.

Natal, 05 de agosto de 2013

Sindicato dos Servidores da Saúde do Rio Grande do Norte

sexta-feira, 2 de agosto de 2013

Vídeo: saúde em greve

Coordenador do Sindsaúde de Mossoró chama servidores em greve para irem às ruas

Em greve!

Servidores da Saúde ocupam Secretaria de Administração e marcam audiência

Cerca de 800 trabalhadores fizeram uma passeata, com um boneco de Rosalba.

Cerca de 800 trabalhadores fizeram uma passeata até a governadoria, ocuparam a Searh e foram recebidos. Subsecretário informou que haverá folha suplementar na próxima semana, para restituir o 1/3 de férias confiscado no pagamento, e agendou uma reunião.

Os servidores da saúde fizeram uma grande manifestação em Natal na manhã desta sexta-feira, dia 2, no segundo dia da greve. Eles se concentraram no Hospital Walfredo Gurgel, de onde saíram em passeata até a Governadoria, fechando a BR, carregando faixas e um grande boneco da governadora Rosalba.

O ato reuniu servidores de Natal e de cidades do interior, como Mossoró e Caicó, professores estaduais e servidores da Administração Indireta, que também estão em campanha salarial, enfrentando a intransigência do governo estadual.

Na Governadoria, os servidores encontraram um cordão policial e, das mãos de um dos policiais, receberam a cópia de um decreto criando uma comissão vinculada à Secretaria de Administração, para negociar com todas as categorias. Os servidores fizeram um ato em frente à Governadoria, e se dirigiram em grupos para a Secretaria de Administração.

Cerca de 50 servidores conseguiram entrar e policiais tentaram impedir a entrada de mais servidores. Ao final, cerca de 80 servidores conseguiram entrar e fizeram uma ocupação da secretaria, garantindo que uma comissão fosse recebida.

Na reunião com o subsecretário de Recursos Humanos, o governo admitiu “um erro” no desconto do 1/3 de férias, no pagamento de julho. Servidores que haviam recebido essa parcela em junho foram surpreendidos com o desconto do valor. A Searh afirma que abrirá uma folha suplementar na próxima semana, restituindo o valor.

O Sindsaúde questionou a não incorporação das gratificações no mês de julho, prevista pela Lei do Plano de Cargos e cobrou do governo a abertura de negociações sobre a pauta da campanha salarial deste ano, entregue em 22 de maio. Ficou agendada uma audiência com o secretário de Administração para próxima quinta-feira, dia 8 de agosto.

“Os servidores estão de parabéns. O caminho é esse, o da luta. Só assim que nos escutam. O governo ficou mais de dois meses sem se pronunciar sobre a pauta e dizia que não tinha agenda para nos receber. Depois que ocupamos o prédio, eles marcaram a negociação”, disse Rosália Fernandes, da direção do Sindsaúde. “Agora é continuar fortalecendo a greve e virmos todos para a Secretaria, no dia 8”, convocou.

Fonte: Sindsaúde/RN

quarta-feira, 31 de julho de 2013

Vídeo: um chamado à greve

Diretor do Sinsaúde/RN de Mossoró convoca servidores estaduais da saúde para greve

Acabou a paciência!

GREVE DOS SERVIDORES ESTADUAIS DA SAÚDE COMEÇA AMANHÃ; MOSSORÓ TEM ATO PÚBLICO EM FRENTE AO HOSPITAL TARCÍSIO MAIA

Paciência acaba e a dos servidores estaduais da saúde acabou no dia 25 de julho. Como o Estado do RN não negocia, a categoria realizou assembleia em Natal e aprovou o início da greve para 1º de agosto. As reivindicações foram entregues ao governo há dois meses, mas o Sindsaúde/RN só foi recebido pela Sesap. A governadora Rosalba (DEM) não negociou a pauta.

A assembleia reuniu 300 servidores e aprovou a greve por unanimidade. A revolta contra o governo é grande e os trabalhadores estão muito dispostos a lutar. “Será uma greve forte. Vamos protestar nas ruas, parar os hospitais na capital e no interior e unir a nossa luta com a dos professores.”, garantiu João Morais, diretor do Sindsaúde.

Os servidores estaduais da saúde vão parar a partir de amanhã. Em Mossoró, um ato público em frente ao Hospital Tarcísio Maia, às 9h, dará início à greve. Participe! Vamos à luta! 

Calote não!

URGENTE: Governo Rosalba descumpre Lei e não incorpora gratificações

Salário foi pago sem a incorporação das gratificações, como determina a LC 475. Servidores também foram atingidos pelos cortes do governo estadual. Valor de funções gratificadas e terço de férias não foram pagos.

Os servidores da Saúde do Estado foram surpreendidos com uma diferença inesperada nos salários deste mês: a incorporação dos 25% da Jornada Especial, prevista na lei do Plano de Cargos, não aconteceu. A incorporação é parte de um calendário acordado após a greve de 2012. Além da incorporação não ter acontecido, o governo também não pagou o valor das funções gratificadas e o 1/3 de férias neste mês, na esteira do corte de R$ 686,9 milhões feito nesta segunda-feira.

A incorporação de 25% da jornada especial ao salário base estava prevista desde setembro de 2012, quando foi publicada a Lei Complementar Nº 475, que altera a Lei Complementar Estadual nº 333, de 29 de junho de 2006 (Plano de Cargos, Carreira e Remuneração dos servidores efetivos da Secretaria de Estado da Saúde Pública do Rio Grande do Norte). De acordo com a LC 475, a incorporação da jornada especial deveria acontecer em 2 etapas: 25% em julho de 2013 e os 25% restantes em fevereiro de 2014.

Para Simone Dutra, Coordenadora Geral do Sindsaúde-RN, a ação do governo só reforça o descaso com os servidores. "Já está claro que Rosalba tem outras prioridades, que não são a saúde e nem os servidores. Prefere gastar com diárias e publicidade. Além de não nos receber na campanha salarial deste ano, na véspera de fechar a folha, nos informa que não poderia cumprir aquilo que é lei, acordado em 2012. É mais um motivo para irmos à greve.", afirma Simone.

Nesta quinta, dia 1º, os servidores iniciam uma greve, aprovada por unanimidade, na assembleia de 25 de julho.

Fonte: Sindsaúde/RN Estadual