domingo, 24 de janeiro de 2016

Assú: Em segunda visita, Sindsaúde reúne servidores do estado e do município



Na manhã da sexta-feira 22/01, o Sindsaúde Regional de Mossoró promoveu duas reuniões com os servidores da saúde da cidade de Assú.  Os servidores do estado se reuniram no Hospital Regional de Assú. Os servidores do município,  por sua vez,  realizaram uma assembleia sobre a lei do PMAQ no Sindicato da Lavoura, com a presença de representantes do SINTASE Oeste e SINDASE RN. Ambos eventos contaram com a presença de advogados,  que tiraram dúvidas e atenderam os trabalhadores e trabalhadoras presentes. Esta foi a segunda reunião promovida em Assú no mês de Janeiro.

Estes encontros demonstram a continuação do trabalho do Sindsaúde Regional de Mossoró com os servidores de Assú. O Sindsaúde Mossoró busca conhecer o dia-a-dia e as dificuldades destes trabalhadores e trabalhadoras, aproximando assim da atividade sindical e garantindo a defesa dos direitos dos profissionais.

Neste sentido,  o Sindsaúde Regional de Mossoró realizará uma terceira visita na cidade de Assú em breve. O encontro vai abordar temas como assédio moral,  produtividade, desvios de função, isonomia entre os servidores, ponto digital para todas e todos, defesa da data-base do salário até o 5○ dia útil do mês e da  proposta de elevar o repasse do PMAQ para os trabalhadores de 55% para 80%.   Pretende-se organizar também a campanha de filiação do Sindsaúde,  para fortalecer os trabalhadores da saúde de Assú.

A reunião é aberta para todos os servidores estaduais da saúde, e também aos municipais - com exceção dos agentes de saúde e endemias que se organizarão num outro momento em separado. 

sexta-feira, 22 de janeiro de 2016

Nota de repúdio sobre a perseguição política contra agentes de endemias

O Sindsaúde Mossoró vem através desta nota repudiar as ações de perseguição política praticadas pela administração da Vigilância Sanitária contra agentes de endemias.  Os agentes de endemias estão sendo ameaçados de receberem faltas por participarem nos atos públicos dos servidores municipais da saúde, realizados em frente à Prefeitura de Mossoró.

Os agentes de endemias,  junto a agentes comunitários de saúde,  técnicos de enfermagem,  enfermeiros,  odontólogos e outras categorias de municipalizados passaram o final de ano sem receber pagamento do salário,  sem poder ao menos comemorar as festas de fim de ano com seus familiares e amigos.  Pelo contrário,  os trabalhadores precisaram se unir e ir à luta,  em defesa do seu justo direito ao salário e pela valorização dos nossos serviços públicos.  Precisaram inclusive deflagrar uma greve unificada para garantir este direito e receber o pagamento.  Entretanto, agora apenas a categoria dos agentes de endemias estão sendo perseguidos por exercer seu direito de lutar.

A administração da Vigilância Sanitária alega que foi irresponsabilidade dos agentes de endemias faltarem o trabalho em época de inverno e chuvas. Ora, a verdadeira irresponsabilidade nesta história não veio por parte da prefeitura,  ao não pagar o salário dos servidores municipais em dia? Como exigir trabalho e dedicação integral dos servidores se não recebem seu sustento?

Não podemos permitir que trabalhadores sejam ameaçados e perseguidos por sair em defesa dos nossos direitos,  de reivindicarem seus salários e de denunciarem o descaso com o serviço público e seus servidores.  Denunciaremos esta atitude antidemocrática em todos os meios acessíveis,  e defenderemos com todos os meios cabíveis o direito à manifestação dos agentes de endemias,  visto que trata-se de direito assegurado na Constituição. 


Nenhuma falta em dia de luta!


Não à perseguição política contra os agentes de endemias!

quinta-feira, 14 de janeiro de 2016

Assu: Sindsaúde reúne com servidores na sexta 22, advogados estarão presentes


O Sindsaúde Regional de Mossoró junto à direção estadual estará reunindo as trabalhadoras e trabalhadores da saúde de Assú na sexta-feira 22 de janeiro. O Sindicato Intermunicipal dos Agentes de Saúde e Endemias - SINTASE Oeste - também estará presente. Advogados de ambas entidades estarão disponíveis para conversar e tirar dúvidas com as pessoas sócias dos sindicatos.

A reunião vai pautar temas como indícios de assédio moral, lei do PMAQ e seu pagamento, produtividade, ponto digital para todos, isonomia entre os servidores, desvios de função, entre outros. Esta será a segunda reunião dos trabalhadores da saúde realizada em Assú no mês de Janeiro.

quinta-feira, 7 de janeiro de 2016

Assú: Sindsaúde e Sintase reúnem com servidores do município



Na noite desta quarta-feira 05 de janeiro, agentes de saúde e técnicos de enfermagem do município de Assú/RN se reuniram com diretores do Sindsaúde e SINTASE no auditório do CDL. Participaram também como convidados os presidentes do Sindicato dos Servidores publicos federais de Assu, Valdir, e do Sindicato de Condutores de Ambulância do RN, Wanderson. Discutiu-se na atividade conjunta os problemas e ilegalidades enfrentados pela categoria, bem como as bandeiras de luta levantadas pela classe. A grande maioria das trabalhadoras e trabalhadores presentes no evento estavam trabalhando sem receber remuneração. Devido ao acordo rebaixado assinado pela FETAM-FEMURN, trabalhadores municipalizados de todo o Rio Grande do Norte estão sem receber os salários de dezembro de 2015, com dívidas acumuladas desde o ano passado e sem poder ao menos comemorar as festas de fim de ano. Destacou-se que o não pagamento do salário dos servidores municipais desencadeou lutas em todo o RN, como nos recentes atos públicos em Macau e a greve unificada em Mossoró. 

Trabalhadoras e trabalhadores da saúde relataram as dificuldades do seu dia-a-dia, debatendo sobre casos de assédio moral em local de trabalho e desvio de função. Debateu-se também sobre questões salariais, gratificações, de cargo e carreira e de direitos da categoria. Apontou-se a flagrante ilegalidade de parte das prefeituras, ao não repassar a verba PMAQ para os trabalhadores - desrespeito esse que ocorre em numerosos municípios do RN. Realizou-se também um panorama estadual do corte da insalubridade de servidores da saúde, como também da luta pela conquista das 30 horas da enfermagem, que já é realidade para parte dos funcionários da saúde.

A reunião com a base concluiu pela necessidade da organização dos trabalhadores, para resistir contra os ataques do governo contra a categorias, e garantir direitos já conquistados. Para tanto, a necessidade de construir sindicatos com independência dos governos e patrões.

Por fim, o diretor estadual do Sindsaúde (Aldiclesio Maia) informou a realização de uma visita do advogado do Sindsaúde Mossoró à cidade de Assu no dia 22/01, no intuito de fornecer um plantão jurídico e para solucionar dúvidas ou necessidades legais/judiciais das sócias e sócios do Sindsaúde. O atendimento ocorrerá em horário e local a confirmar.






quarta-feira, 6 de janeiro de 2016

Informes de Janeiro - Sindsaúde Mossoró

















A Assessoria de Comunicação do Sindsaúde Mossoró vem a público informar à categoria que:

1) Durante o mês de janeiro, a sede do sindicato estará aberta para atendimento aos trabalhadores apenas no período da manhã. O Sindsaúde Mossoró retornará as atividades normalmente pela tarde após o Carnaval.

2) Por conta do recesso do judiciário, a assessoria jurídica dos sócios e sócias do Sindsaúde somente retornará a partir da sexta-feira 22/12.

3) O Sindsaúde Mossoró realizará uma visita junto ao advogado na cidade de Assú na penúltima semana do mês, com data a confirmar.

terça-feira, 5 de janeiro de 2016

Solidariedade à greve unificada dos trabalhadores do município!


Os servidores da saúde do município de Mossoró deflagraram greve unificada na manhã desta segunda-feira 04 de janeiro. Os agentes de saúde e trabalhadores da Estratégia de Saúde da Família já vinham em um processo de luta contra o calote do PMAQ,  verba repassada pelo governo federal para integrar o salário dos servidores e investir nas UBS,  mas que é desviada pela gestão Silveira no meio do caminho, sem chegar ao trabalhador e tampouco à saúde pública. Somado ao mais novo ataque da prefeitura,  que deixou de pagar os salários de todos os funcionários municipais em dezembro de 2015,  os trabalhadores sem salário e com seus direitos ameaçados se uniram nesta greve unificada.

O Sindsaúde Mossoró vem através desta nota pública expressar sua solidariedade com a luta dos trabalhadores do município de Mossoró.  É momento de avançarmos na unidade,  fortalecer a greve e integrar as outras categorias também atacadas pela prefeitura nesta batalha.  Só assim poderemos construir uma greve geral contra os ataques dos governos e patrões,  e fazer com que os governos não joguem a conta da crise nas costas dos trabalhadores e do povo pobre.


Todo apoio à greve unificada do município! Pagamento dos salários e do PMAQ atrasados,  já!

segunda-feira, 21 de dezembro de 2015

Após eleição estadual e 2015 de muitas lutas, a saúde de Mossoró festeja (veja fotos aqui)

Neste 20 de dezembro o Sindsaúde Regional de Mossoró promoveu a tradicional confraternização natalina dos trabalhadores e trabalhadoras da saúde. A festa iniciou ao meio-dia, e ocorreu no Clube da Caixa de Mossoró.

A festa contou com sorteio de lembrancinhas, show de forró com muita dança, banho de piscina, feijoada e bar.

Com o término do intenso processo eleitoral para a direção estadual do Sindsaúde, e após um 2015 de uma greve histórica e de muitas outras lutas, a categoria da saúde festeja em grande participação.

O Sindsaúde Mossoró deseja boas festas, feliz natal, e um próspero 2016 com muitas lutas e conquistas para todos nós.

Confira o álbum de fotos da confraternização abaixo:


Resultados urna à urna da eleição estadual do Sindsaúde (II Regional Mossoró)

É preciso respeitar a vontade da categoria


Os servidores da saúde foram às urnas. Mesmo no fim de ano, quase sete mil votaram, e a ampla maioria na Chapa 1, da atual direção do sindicato. A diferença entre a Chapa 1 e a segunda colocada é de mais de 1.300 votos. 

Foi um esforço enorme garantir a eleição, preparar toda a estrutura e principalmente, percorrer os locais de trabalho para que todos participassem. As eleições ocorreram de forma transparente, organizadas e acompanhadas do início ao fim pelos representantes das chapas. A vontade da maioria ficou evidente, pela grande diferença dos votos e não pode ser questionada.


Mas, infelizmente, a chapa 3 tentou (e ainda tenta) questionar a eleição e a legitimidade da chapa eleita. Em uma atitude completamente irresponsável, entrou na Justiça pedindo a suspensão das eleições, no domingo, horas antes de começar. As urnas já tinham até saído do sindicato. Imagine o estrago político (e também financeiro) que causaria a suspensão das eleições! 


Percebendo a derrota, a Chapa 3 desistiu de brigar pelo voto e passou a questionar tudo. Primeiro criticou que eleitores que estivessem sem documento pudessem votar, mesmo constando o nome na relação, como sempre ocorreu. Depois passou a esperar pra ver se a eleição atingiria ou não o quórum...

Não há como questionar o resultado destas eleições. Muito menos colocar em dúvida a legitimidade da nova diretoria, como tenta a chapa 3. Não permita que queimem o seu voto novamente, como em 2012. Atitudes irresponsáveis como essa enfraquecem o sindicato e afastam os colegas da luta. Defenda o sindicato e fortaleça a nova diretoria. Precisamos da união de todos para enfrentar os ataques dos governos, que jogam a conta da crise aos trabalhadores.


A categoria decidiu e sua decisão deve ser respeitada. O Sindicato somos nós, nossa força e nossa voz. 


Confira os resultados urna a urna da regional de Mossoró















Veja o restante das urnas em todo o RN no álbum a seguir:








domingo, 13 de dezembro de 2015

Confira os locais de votação da eleição estadual do Sindsaúde



Chamamos os trabalhadores e trabalhadoras dos hospitais públicos, UPAS, UBS, laboratórios, agentes comunitários de saúde, agentes de endemias e servidores da saúde pública em geral filiados ao SINDSAUDE para escolher a nova direção estadual do nosso sindicato.

Nos dias 14 e 15 (esta segunda e terça) ocorrerá a eleição sindical. São 83 urnas - eletrônicas, manuais, fixas ou volantes - distribuídas nos locais de trabalho em todo o estado do Rio Grande do Norte para garantir a democracia e o direto à vez e voz de cada trabalhadora e trabalhador da saúde.

As  urnas deverão ser abertas no horário das 6 h 30 min. às 20h, nas unidades que funcionam em regime de plantão, e nas demais unidades de saúde, das 7h às 18 h.
Apenas sócios aptos poderão eleger a diretoria do Sindsaúde-Rn para o pleito 2016/2018. Nos dias de votação, os servidores precisam estar com um documento com foto. Caso o servidor não esteja com o nome na lista de sócios, precisará estar em mãos o contracheque do mês de setembro de 2015. Portanto, é muito importante que o servidor esteja com esses dois documentos no dia da votação, o contracheque será uma forma de prevenir qualquer problema.

Confira os locais de votação em Mossoró  e região 

 

Urnas eletrônicas 

 

11. Hospital Regional Tarcísio Maia
12. Hospital Regional Tarcísio Maia
13. Hospital de Assu

Obs: Nas urnas eletrônicas será preciso acrescentar um "0" após o número da chapa (exemplo: para votar na chapa 1, digitar 10; para votar na chapa 2, digitar  20; para votar na chapa 3, digitar 30).

Urnas fixas-manuais


23. Sede do Sindsaude Mossoró
24. Hospital Regional Rafael Fernandes

Urnas volantes (roteiros)


62.  Mossoró

Hospital da Mulher
Centro de Saúde  Abolição II
II Ursap - Unicat
Hospital da Policia Militar
Hospital Municipal São Camilo


63. Jucuri, Felipe Guerra, Apodi, Caraúbas

Jucuri
Felipe Guerra
Hospital Regional Hélio Morais de Apodi
Caraúbas
Hospital Dr. Aguinaldo de Caraúbas

64. Upanema, Campo Grande, Janduís, Messias Targino

Upanema
Campo Grande
CS e Hospital Maternidade de Janduís
CS e Hospital de Messias Targino

65. Mossoró

Laboratório  Regional de Mossoró  - LAREM
Banco de Leite
Citopatologia
Lagoa do Mato
José Leão



Para conferir a relação completa das urnas de todas as regionais, acesse o blog do Sindsaude estadual

sábado, 5 de dezembro de 2015

Carta-denúncia: Por que não vencemos a ocupação do Palácio da Resistência?


A juventude de Mossoró ocupou o Palácio da Resistência, sede da Prefeitura Municipal de Mossoró, por 4 (quatro) dias – fato político que não ocorria desde 1997. O ataque do aumento da tarifa do ônibus de R$2 para R$3 – uma elevação de cinquenta por cento – foi o estopim para desabrochar uma primavera estudantil que Mossoró não via desde as jornadas de junho de 2013. O desenvolvimento da luta e consciência estudantil e a unificação com os terceirizados da prefeitura deram condições para o movimento, que contou com apoio, simpatia e esperança dos trabalhadores e estudantes de Mossoró e de todo o estado. A reivindicação central sempre foi a revogação do aumento da tarifa. Por que, então, o movimento se curvou à proposta indecente da prefeitura, reduzindo meramente a tarifa em 20 centavos, para o preço de R$2,80?

Mossoró foi palco de duas manifestações estudantis radicalizadas nos dias 18/11 e 20/11 . As manifestações foram convocadas pelo Fórum de Mobilização Estudantil da UERN. O Movimento Pau de Arara, que antes era principal condutor das lutas pelo transporte público, omitiu-se, converteu-se por sua vez em obstáculo para a organização e mobilização dos estudantes; desde sua cooptação pela gestão de Francisco José Jr. (PSD) e consequente desintegração enquanto movimento social. Além do distanciamento estudantil das antigas direções petistas do movimento, as primeiras manifestações foram marcadas ao mesmo tempo por uma grande disposição de luta da juventude e a chegada de uma nova onda de ativistas independentes. A repressão policial aos manifestantes foi respondida com solidariedade e intensa repercussão na imprensa e nas redes sociais, o que acabou por alavancar ainda mais o movimento que já vinha crescendo.

Neste contexto culmina a Ocupação do Palácio da Resistência, organizada pelas diversas forças do movimento estudantil, articulado em unidade com os terceirizados da prefeitura que já vinham há cinco meses trabalhando sem receber salário. Apesar das contradições decorrentes de ser base aliada da prefeitura, a juventude do PT e a UJS embarcaram nesta ação direta. A experiência mostrou que estes setores – ala governista da ocupação - viriam a ser os responsáveis por orquestrar o fim da mesma, através de uma manobra golpista, logo quando essa se encontrava em seu momento mais forte.

A ocupação, durante seus quatro dias de intensa luta, apenas se fortaleceu. O pátio externo da Prefeitura de Mossoró via mais barracas a cada dia. Agregou cada vez mais estudantes e secundaristas, trabalhadores, setores populares e comunitários. Contou com apoio material e político de dezenas de sindicatos. Organizou uma grande campanha de arrecadação de alimentos, água e doações em geral, garantindo a continuidade da ocupação – o povo de Mossoró mostrava sua solidariedade, simpatia e apoio com o movimento. As noites da ocupação na Prefeitura de Mossoró chegavam a reunir de 150 a 200 pessoas.

Na noite do terceiro dia de ocupação, os estudantes negaram sumariamente a proposta rebaixada de R$2,90, o que gerou nervosismo tanto nos secretários do PT/PCdoB quanto nos seus militantes, que confiavam que os estudantes aceitariam qualquer proposta rebaixada de bom grado. Ledo engano. A proposta, em assembleia noturna, foi rechaçada praticamente por unanimidade. O movimento não acabaria ali.

Entretanto, isto não impediu que os militantes da situação armassem uma assembleia na manhã do quarto dia. Em um dos momentos mais esvaziados da ocupação, em uma plenária surpresa, ocorreu o golpe. Sem ao menos dialogar com os outros setores do movimento e sem qualquer aviso prévio , os estudantes alinhados com a prefeitura impuseram uma derrota difícil de engolir para o povo da cidade. Em uma manobra golpista, que definitivamente não funcionaria pela tarde/noite quando a ocupação contava com seu maior apoio, a Prefeitura venceu os estudantes por uma margem apertada de 9 votos (35 favoráveis à desocupação, 26 contrários).

Deplorável foi o papel da militância petista e do PCdoB frente aos demais estudantes. Foram do início ao fim fies reprodutores do discurso da prefeitura e difusores ativos de boatos terroristas. Falou-se muito de “reintegração de posse”, apesar de tal ação não chegar a ser protocolada, não impedindo, todavia, que o discurso fosse usado conscientemente para atemorizar os ocupantes. Até a ameaça ilegal do prefeito – que deixaria Mossoró três meses sem ônibus se o movimento persistisse – foi reproduzida pela ala do governo. E perceptível que o discurso do prefeito não teria tanta força se não fosse reproduzido por seus aliados dentro da ocupação.

Pior ainda foi a justificativa da plenária-surpresa, o pretenso esvaziamento da “comissão jurídica” que deixaria o movimento vulnerável à reintegração de posse. O CRDH - que dava assistência jurídica ao movimento - conta com advogados que sequer foram informados sobre o contexto enfrentado pela ocupação naquele momento, contrariando o que foi afirmado naquela assembleia. Segundo, porque diversos sindicatos apareceram no ato para oferecer este tipo de assistência, nominalmente, ADUERN, Sindprevs e Sindsaúde se ofereceram para ajudar a ocupação neste sentido, e foram recebidos com “ouvidos de mercador”.

Por fim, cai por terra o argumento reformista de que “os estudantes não poderiam sair sem nada”. A proposta rebaixada e rechaçada pelos estudantes no dia anterior estava lá idêntica, aguardando apenas a retomada das negociações. Foi mais um engodo, uma vez que esta possibilidade nunca existiu.

Antes do próprio término da negociação, os primeiros militantes do PT já esvaziavam a ocupação – o que prova o caráter premeditado desta medida.

Ultrapassando as mentiras de ocasião e o terrorismo psicológico, resta então a política fisiológica nua e crua. Resta então avaliarmos o programa.

A traição aberta do PT/PCdoB não é resultado da postura de indivíduo A ou B, mas reflete a falência de um projeto político. A perseguição do PT por inserção eleitoreira na máquina, pela “conquista” de cargos comissionados, pela conciliação com os patrões e os políticos tradicionais torna impossível que este partido faça avançar as lutas e reivindicações dos estudantes e trabalhadores. Talvez a maior mensagem que a juventude de Mossoró possa trazer é que na política, não se pode servir a dois senhores.

É infeliz, porém pedagógico, avaliar que o PT em Mossoró reafirma a sua degeneração, e de promotor das lutas se torna seu verdadeiro obstáculo. Saímos da ocupação da prefeitura com a certeza que os estudantes, junto dos trabalhadores de Mossoró, poderiam ter ido muito mais longe, poderiam ter vencido. A derrota não é só dos usuários de transporte coletivo, mas sim de toda a sociedade que sai desmoralizada por não ter suas esperanças correspondidas nesta ação direta.

Fortalecendo as instituições e servindo abertamente à prefeitura, o PT enfraquece os movimentos sociais que participa, enfraquece a si mesmo. Lutamos por um movimento estudantil, sindical e popular que seja independente de governos e patrões – que não encontre entraves de natureza fisiológica ou eleitoreira para encaminhar a luta popular.

Com uma semana do término da ocupação, não recebemos ainda qualquer convite para as reuniões prometidas pela SEMOB. Nem a reconquista de pautas das pautas já conquistadas serviu para concretizar sua implementação. A maioria dos usuários ainda notifica que a tarifa cobrada e de 3 reais, e quando se cobra 2,80, utilizam a desculpa da falta de troco. O processo de licitação, tao alardeado no discurso da prefeitura, foi suspenso a pedido da empresa apadrinhada do prefeito: OCIMAR. E também não se concretizou a promessa das linhas Bom Jesus, Santo Antônio, Geraldo Melo.

Devemos nos questionar a quem interessa pintar a desocupação com cores de vitória. Certamente não aos estudantes e a população. Concluimos esta carta com a certeza de que eles não conseguiram e nunca conseguirão impor uma derrota total ao movimento: a organização, consciência e disposição de luta da juventude mossoroense cresceu com o OcupaPrefeitura. Apesar da demolição da ocupação de dentro para fora, o aprendizado é nossa maior conquista. Certamente lutas maiores virão pela frente, e não esqueceremos das lições aprendidas no Palácio da Resistência.

Contamos com a participação, apoio e solidariedade dos trabalhadores e estudantes para prosseguir na luta, que sempre foi de todas e todos.

Mãos ao alto, R$2,80 ainda é um assalto!
Ocupa, ocupa, ocupa Prefeitura!

Assinam esta nota:
ESTUDANTES INDEPENDENTES DO OCUPAPREFEITURA
COLETIVO COMUNA RESISTÊNCIA ARTÍSTICA
ASSEMBLEIA NACIONAL DOS ESTUDANTES - LIVRE
OPOSIÇÃO AO DCE/UERN
SINDICATO DOS TRABALHADORES DA SAÚDE PÚBLICA DO RIO GRANDE DO NORTE - REGIONAL DE MOSSORÓ
SINDICATO DOS TRABALHADORES FEDERAIS EM PREVIDÊNCIA, SAÚDE E TRABALHO DO RIO GRANDE DO NORTE
CENTRO ACADÊMICO DE ENGENHARIA FLORESTAL - UFERSA
CENTRO ACADÊMICO DE AGRONOMIA - UFERSA
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE ESTUDANTES DE ENGENHARIA FLORESTAL - ABEEF
NOVA PRÁXIS, CORRENTE INTERNA DO PSOL
PARTIDO SOCIALISMO E LIBERDADE - PSOL
PARTIDO SOCIALISTA DOS TRABALHADORES UNIFICADO - PSTU

quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

Confraternização de Natal do Sindsaúde Mossoró

O Sindicato dos Trabalhadores da Saúde Pública do RN - Regional Mossoró convida os sócios e sócias da nossa entidade para participar da Confraternização de Natal da nossa entidade, que ocorrerá dia 20/12 a partir das 12h, no Clube da Caixa (APCEF Mossoró).
Nossa confraternização contará com banho de piscina, espaço para crianças, feijoada dançante e comes e bebes!
As pessoas associadas ao Sindsaúde Mossoró podem conseguir seus convites gratuitamente. Converse com algum dos diretores ou ligue 3316-9518

quarta-feira, 25 de novembro de 2015

Solidariedade à ocupação da Prefeitura de Mossoró e à resistência estudantil

Estudantes de Mossoró resistem ao aumento da passagem e à intervenção policial ao direito de livre manifestação (Foto: Fernanda Albano)
Nesta quarta-feira 24/11 o povo de Mossoró disse um basta.

O Sindsaúde Regional Mossoró vem expressar, através desta nota pública, solidariedade à resistência estudantil e à Ocupação do Palácio da Resistência (#OcupaPrefeitura), que cresce e se fortalece.

A gestão municipal e seus negócios obscuros com a empresa de reputação duvidosa OCIMAR tornaram Mossoró a cidade com a passagem mais cara do Nordeste. Os laudos "técnicos" apresentados são nada menos que guias de empresários para obter lucros recordes. O transporte público não é uma mercadoria, e sim um direito: um direito essencial para os estudantes e a classe trabalhadora e que deve ser defendido co mo tal.

Mesmo com uma vigorosa greve dos servidores do município, a gestão municipal só concedeu 6% de reajuste aos trabalhadores (abaixo do índice de inflação). Os terceirizados da prefeitura, que estão há cinco meses sem receber seu salário devido, e que iniciaram a ocupação junto dos estudantes na manhã desta quarta-feira, também destacam o quanto Silveira é inimigo dos trabalhadores. O fato do prefeito conceder 50% da tarifa de passagem da empresa apadrinhada OCIMAR, e até se utilizar da PM para reprimir estudantes que protestam contra mais esse absurdo, mostra que a gestão do transporte baseada na iniciativa privada e no lucro está destruindo o direito de ir e vir dos cidadãos mossoroenses. A municipalização e gestão pública do transporte, a efetivação do transporte realmente público, gratuito e de qualidade deve ser um horizonte estratégico para as lutas de mobilidade urbana.

Defendemos o direito à livre-manifestação e às liberdades políticas dos estudantes. O apoio e simpatia da sociedade, a arrecadação constante de doações, e o alinhamento de diversas organizações sindicais e estudantis com o Ocupa Prefeitura demonstra que a luta dos estudantes é uma esperança coletiva e irradia na consciência do trabalhador mossoroense.

Somamo-nos ao grito dos estudantes, e exigimos do prefeito Francisco José Jr. posicionamento no sentido de revogar o aumento da tarifa, condição mínima para qualquer negociação.