domingo, 20 de março de 2016

Governo Robinson prefere fechar Hospital da Polícia ao invés de contratar médicos plantonistas



Sindsaúde promete resistir até o fim contra o fechamento do Hospital e lança campanha pela contratação de médicos plantonistas e revogação do memorando que transfere os funcionários


O governo confessou sua intenção em reunião realizada em 18/03 no hospital, contando com a presença dos trabalhadores e trabalhadoras e direções do sindicato. Mesmo com oposição aberta dos funcionários, a SESAP argumenta que fechar o Hospital da Polícia irá “resolver o problema do Hospital Tarcísio Maia”.
O argumento do governo não se sustenta, pois, a transferência dos servidores não indica melhora substancial para o Tarcísio Maia. Apesar da pouca transparência da SESAP, só há 1 (um) técnico de enfermagem entre os servidores transferidos: em sua maioria auxiliares de saúde que não poderiam trabalhar com a equipe de enfermagem do HRTM, por conta do desvio de função. Pelo contrário, a medida leva ao fechamento de um hospital com ótima infraestrutura.
Caso o governo realmente tivesse interesse em melhorar a saúde pública de Mossoró, deveria contratar uma equipe de médicos plantonistas. A medida iria reativar a unidade e desafogar o Hospital Tarcísio Maia, com a reabertura dos 21 leitos abandonados. Fica claro que o governo do estado joga “tiro ao alvo” com os hospitais públicos, com o intuito de “cortar gastos” e aumentar o desamparo do usuário do SUS.

A saúde é um direito do povo e precisa ser defendido. Entre fechar um hospital com 21 leitos, e contratar uma equipe médica para fazer o hospital funcionar novamente, é bastante claro que devemos defender que o governa invista para a unidade atender a necessidade da população.


O POVO DE MOSSORÓ DIZ NÃO AO FECHAMENTO DO HOSPITAL DA POLÍCIA!
EXIGIMOS CONTRATAÇÃO DE MÉDICOS PLANTONISTAS, JÁ!

quarta-feira, 16 de março de 2016

Endemia de meningite e tuberculose pode se alastrar pelo Tarcísio Maia

Tarcísio Maia sob grave risco biológico


Dois pacientes diagnosticados com meningite e tuberculose estão sendo atendidos na UTI do Tarcísio Maia. Está instaurado o perigo de alastrar uma endemia na unidade: centenas de funcionários e acompanhantes, especialmente os profissionais da enfermagem, sofrem risco de contágio, e põem sua vida em risco apenas por respirar o mesmo ar do local.

O Rafael Fernandes é o hospital indicado para o tratamento de doenças infecto-contagiosas, isto porque tem infraestrutura e isolamento adequados para tal. O Tarcísio Maia, por sua vez, sofre com a superlotação, carência de servidores, material hospitalar, problemas de infraestrutura. Nem a quantidade de máscaras N90/N95 alcança todos os servidores.

Entretanto, a direção age com negligência frente à saúde do trabalhador. Apesar da suspeita correr por alguns dias, não se providenciou a transferência necessária. Exigimos a transferência imediata dos dois pacientes para o Hospital Rafael Fernandes, para que possam ter o tratamento adequado e não ponham a vida de centenas em risco. Exigimos, também, uma maior precaução por parte da direção hospitalar, que pode ocorrer com um acompanhamento e levantamento diário da situação dos pacientes que sofrem em macas nos corredores do HRTM.

quinta-feira, 10 de março de 2016

Governo corta refeições dos hospitais de Mossoró

Imagem: Diocese de Osasco


Passou fome quem esteve em algum dos hospitais públicos de Mossoró neste último 08 de março - seja como acompanhante, paciente ou trabalhador. O governo do Estado não renovou o contrato com a fornecedora de alimentos terceirizada que operava no Hospital Regional Tarcísio Maia e no Hospital da Mulher, deixando centenas de profissionais e usuários de ambos os hospitais sem o direito à refeição.

No Hospital da Mulher, as grávidas de risco estão se alimentando de arroz, feijão e ovos. Inclusive este cardápio só foi possível por conta de doação do diretor da unidade. As trabalhadoras e trabalhadores, por sua vez, nem isso estão comendo. Frente à falta de alimentos, estão orientando os servidores do HRTM a comer em casa, no seu horário de descanso. Mas como isto seria possível para aquelas pessoas que tem domicílio em outras cidades? E quanto aos plantonistas do período da noite e madrugada? 

Esta situação absurda só ocorre por conta do avanço da privatização e da terceirização no SUS. Caso o Estado contratasse cozinheiras, auxiliares de cozinha, etc. para o Hospital – o serviço seria contínuo e o servidor efetivado criaria vínculos com o hospital. Entretanto, com a passagem desses serviços essenciais para a inciativa privada, o governo perde semanas em burocracias contratuais e corta o direito à alimentação de centenas de trabalhadores e pacientes por tempo indeterminado.

Exigimos imediatamente o retorno da alimentação nos Hospitais! O governador Robinson Faria, junto ao secretário de Saúde Ricardo Lagreca, além de sucatear o SUS, estão conseguindo criar problemas de saúde pública em Mossoró, ao obrigar pacientes em estado grave e profissionais da saúde a almoçarem fora das dependências do hospital em meio a seu expediente.